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Rio Grande do Norte

Obras em rodovias federais no RN serão concluídas só em 2022

DNIT segue com as obras de construção da estrutura do viaduto principal e o acesso aos viadutos no Gancho de Igapó

Importantes rodovias federais do Rio Grande do Norte seguem sendo reformadas durante o período de pandemia. As obras do Complexo Viário do Gancho de Igapó, da BR-304 (reta Tabajara) e da BR-101 (sentido Parnamirim – Natal) seguem a pleno vapor, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). As três obras têm, ao todo, o custo total de R$ 478 milhões e a previsão é que sejam entregues entre 2021 e 2022.

Ainda de acordo com o DNIT, a duplicação da BR-304 (reta Tabajara) está com 35% da sua obra concluída e tem previsão de entrega para dezembro de 2021. Faltam as vias marginais do trecho da rodovia duplicado, executar camada de concreto na nova pista, restaurar a pista simples e o viaduto na travessia de Macaíba. Até o momento, foi realizada a construção de quatro viadutos; pontes marginais do Rio Jundiaí e pistas principais foram restauradas.

O Complexo Viário do Gancho do Igapó está com 32,07% de execução do seu contrato. Falta o içamento das 49 vigas, construção da estrutura do viaduto principal e o acesso aos viadutos.

A construção do viaduto principal sobre a BR-101 tem o prazo de conclusão até março de 2021. Já a data final para a entrega da obra completa está prevista para março de 2022.

Já sobre as obras complementares e remanescentes da BR-101, atualmente estão sendo construídas a zona de passeio público, com sistema direcional para deficientes. Além disso, serão feitos o paisagismo para melhorar a estética do local e a sinalização horizontal e vertical. O DNIT já também iniciou a implantação de passarelas para pedestres localizadas na Rua Barão de Lucena (Atacadão) e na Rua Maria Dolores (Leroy Merlin). A previsão da conclusão da obra é em julho de 2021.

Por Ana Lourdes Bal
Rio Grande do Norte

Bares e restaurantes do RN poderão vender bebidas alcoólicas a partir do dia 5 de agosto

Ilustrativa

A partir do dia 5 de agosto, bares e restaurantes poderão funcionar em todo o estado, inclusive com a venda de bebidas alcoólicas. A autorização está na Portaria Conjunta nº 15/2020, publicada no dia 27 de julho, pelo Gabinete Civil e Secretarias Estaduais de Desenvolvimento Econômico e de Saúde, e se refere aos segmentos do grupo Alimentação II, especificados na Fração 1 da Fase 3 do Plano de Retomada Gradual da Economia do Estado. Os estabelecimentos contemplados neste momento são os restaurantes, lanchonetes e food parks, com área acima de 300m², além dos bares e barracas de praia.

O documento traz observações especificas para os setor de foods park, que não poderão dispor de mesas e cadeiras em espaço superior a 300 m² para facilitar a sanitização e controle de acesso pelos usuários; e também devem indicar obrigatoriamente um responsável pelo empreendimento, que aplicará e fiscalizará a adoção do protocolo, respondendo perante aos órgãos de controle e fiscalização. Caso não seja identificado o responsável legal, os órgãos de fiscalização poderão determinar o esvaziamento e fechamento do espaço imediatamente.

Os bares e as barracas de praia também têm orientações particulares. Devem obedecer ao distanciamento mínimo de 2 metros entre as mesas, reforçando a higienização das mesmas e repetindo o procedimento para cada mesa encerrada e antes de receber novos clientes; e respeitar o limite máximo de 4 pessoas por mesa. O cliente somente poderá retirar a máscara para realizar as refeições.

Fecomércio disponibiliza protocolos para impressão

Além disso, os estabelecimentos devem seguir todos os protocolos (gerais e específicos) já divulgados pelo Executivo estadual para os setores que compõem o grupo Alimentação II e Bares, que podem ser acessados na plataforma criada pela Fecomércio RN, através do endereço fecomerciorn.com.br/cuidandodorn.

No site, o empresário pode pesquisar o protocolo do seu segmento, personalizar com os dados da sua empresa.

O passo seguinte é enviar o documento preenchido para o e-mail analiseprotocolo@fecomerciorn.com.br e aguardar a validação da Fecomércio, que é praticamente imediata. Após o retorno da Federação, com o protocolo já referendado pela entidade, os empreendedores deverão imprimir o protocolo personalizado e deixar em local de fácil acesso e visualização em seu estabelecimento, podendo, inclusive, apresentá-lo em caso de fiscalização realizada pelos órgãos públicos.

Em caso do não cumprimento das regras, o estabelecimento está sujeito a interdição até a adequação às normas sanitárias. O responsável legal do estabelecimento poderá ser responsabilizado na esfera penal por crime contra a saúde pública.

Agora RN
Rio Grande do Norte

Governadora Fátima diz que retorno de aulas presenciais no RN só se dará “em ambiente seguro”

A declaração foi publicada nas redes sociais da governadora na manhã deste sábado

O retorno às atividades presenciais das escolas do Rio Grande do Norte só se dará se houver um “ambiente seguro” para a reabertura, o que depende, segundo a governadora Fátima Bezerra (PT), “da evolução das condições da pandemia” de Covid-19.

A declaração foi publicada nas redes sociais da governadora na manhã deste sábado (25). Um decreto estadual de 30 de junho fixa o dia 17 de agosto como data de uma possível retomada.

De acordo com o post deste sábado, esta retomada obedecerá aos protocolos de biossegurança adotados pelo RN. A continuidade da interrupção das atividades, portanto, não está descartada. “A suspensão das aulas pode ser estendida novamente, consoante a orientação do Comitê Científico, que deverá se reunir novamente na próxima segunda-feira (27)”, diz a publicação.⁣

Ainda no post, Fátima destacou que grande parte da rede de escolas públicas estaduais do RN promove atividades não-presenciais. “São professores utilizando rádio, TV, internet e material impresso para dar continuidade à aprendizagem dos estudantes”.

Blog do Ismael Medeiros
Rio Grande do Norte

Ocupação de leitos críticos de Covid cai para 66% no RN; índice é o menor já registrado

Ilustrativa

O Rio Grande do Norte registrou nesta segunda-feira (27) seu menor índice de ocupação de leitos críticos de Covid-19 desde o início da pandemia. A taxa registrada foi 66,9%, de acordo com os dados divulgados pela plataforma Regula RN, disponibilizada pela Universidade Federal do RN (UFRN), em parceria com o Governo do Estado.

De acordo com as estatísticas, dos 306 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis, 205 estavam ocupados e 85 disponíveis até às 6h45 desta segunda. Os outros 16 estão bloqueados.

Agora RN
Rio Grande do Norte

Em 2020, RN já acumula 47,6 mil pedidos de seguro-desemprego

Ministério da Economia aponta que 4,3 milhões de brasileiros pediram seguro-desemprego

O número de pedidos de seguro-desemprego no Rio Grande do Norte chegou a 47,6 mil no acumulado de 2020, entre janeiro e os primeiros 15 dias julho, segundo dados do Ministério da Economia. O número representa alta de 1,57% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na primeira quinzena de julho, segundo o Ministério da Economia, foram feitos 3.328 pedidos de seguro-desemprego no Estado. O dado representa uma média de 222 solicitações feitas por trabalhadores potiguares.

Ainda de acordo os dados da Economia, o mês recordista em pedidos foi maio, que acumulou um total de 10.528 solicitações. Em junho, o número caiu para 7.021. Em todo o ano, os pagamentos de Seguro-desemprego resultaram num volume total de R$ 209 milhões para os trabalhadores que perderam os postos de trabalho no Rio Grande do Norte. Os dados apontam para uma redução no volume dos pedidos nas últimas semanas. Isso se explica, principalmente, pelas ações de retomada das atividades produtivas no Estado desde o início de julho.

O Brasil chegou a 4,239 milhões no acumulado do ano, segundo o Ministério da Economia, o que representa uma alta de 13,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os estados, a maior parte dos pedidos foi feita em São Paulo (1,2 milhão), seguido por Minas Gerais (473 mil) e Rio (330 mil).

Em todo o país, 54,1% dos pedidos foram feitos pela internet. Em abril, esse número chegou a 86,9%. Até o início de 2020, mais de 80% das solicitações do benefício foram feitas de forma presencial — nas agências do Sistema Nacional de Emprego (SINE) ou nas Superintendências Regionais do Trabalho.

O benefício do seguro-desemprego é pago ao trabalhador com carteira assinada demitido sem justa causa. O trabalhador tem até 120 dias após a demissão para pedir o benefício, que pode ser solicitado via internet por meio do portal de serviços do governo e pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

Por Jalmir Oliveira
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RN: Governo mantém reabertura de comércio prevista para esta quarta (22)

Governadora do RN Fátima Bezerra

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), confirmou a continuidade do plano de reabertura econômica do Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (22). Serão autorizados a reabrir as portas os estabelecimentos incluídos na segunda fração da segunda fase.

Para esta quarta-feira, os estabelecimentos autorizados são os de shoppings e os centro comerciais sem uso de ar-condicionado, bem como as lojas “com as portas para a rua” com mais de 600 metros quadrados.

Além disso, segundo a governadora Fátima Bezerra, a primeira fração da terceira fase está marcada para o dia 29. Nesta etapa, estão incluídos os serviços de alimentação com tamanho superior a 300 metros quadrados, além de bares e barracas de praia.

Ainda nesta quarta-feira, após reunião entre a governadora Fátima Bezerra e 22 municípios costeiros, ficou definido que a partir da próxima quinta-feira (23) haverá equipes integradas das forças de segurança públicas nos acessos e nas praias de toda a extensão litorânea potiguar, de Baía Formosa a Tibau.

As blitzen serão realizadas em parceria com os órgãos municipais de segurança, vigilância sanitária e da tributação para informar, educar, corrigir e reprimir as arbitrariedades.

“Vamos ocupar o litoral com nossas forças de segurança a partir desta quinta-feira, para coibir as aglomerações e evitar um retrocesso no combate do coronavírus”, declarou a governadora Fátima Bezerra.

Ela falou que mesmo o RN tendo sido um dos primeiros a editar medidas restritivas, está sendo um dos últimos a retomar a economia, de modo que as prefeituras devem colaborar para passar à população a mensagem de que ainda não é o momento para o desconfinamento. “O que nós precisamos é de união. O alerta foi dado. Precisamos nos unir para que não aconteça um atraso, que seria ruim para todos nós: para a saúde e para a economia”, encerrou.

Agora RN
Rio Grande do Norte

Coronavírus foi a causa de 20% das mortes registradas no RN desde março

Funcionária da Prefeitura do Natal aplica teste sorológico em idosa durante ação de testagem em massa para a Covid-19, em formato drive-thru, nas imediações da Arena das Dunas

Os cartórios do Rio Grande do Norte já registraram este ano, até esta sexta-feira (17), 8.788 óbitos, segundo dados do Portal da Transparência da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen).

O número de mortes causadas por problemas respiratórios foi impactado pelo surgimento da Covid-19. A doença causada pelo novo coronavírus, segundo os cartórios, foi responsável por 1.032 mortes, o que corresponde a 11% do total de óbitos entre os potiguares.

O número é inferior ao registro oficial de mortes por Covid-19 feito pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), que contabilizaram até esta sexta 1.526 provocadas pelo novo coronavírus no Estado.

Essa diferença é explicada por duas razões, segundo os cartórios. A primeira é que o sistema é abastecido com informações enviadas pelos próprios cartórios. Alguns podem levar dias para informar o óbito ao sistema nacional. Além disso, as mortes causadas pela Covid-19 podem levar muito tempo para serem confirmadas pelo governo estadual. Com isso, é possível que certidões de óbito sejam expedidas incompletas.

De acordo com a Sesap, além dos óbitos confirmados, o Rio Grande do Norte tem 261 mortes em investigação para Covid-19.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a diferença encontrada no momento justifica-se pelo fato de que os óbitos podem levar até 60 dias para entrar nos cartórios ou sistema de mortalidade. Além disso, quando não há comprovação da Covid-19 antes do óbito, a causa apontada é de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), até que seja definido o agente etiológico responsável pela mortalidade. “Ressalta-se que, quando ocorre a identificação, posteriormente é gerada a alteração da informação que consta na declaração de óbito”, explicou a Sesap, em nota.

Entre 29 de março – data da primeira morte causada pela Covid-19 no Estado – e o dia 17 de julho, segundo o Arpen, um total de 5.119 mortes foram registradas nos cartórios potiguares. A Covid-19 representa 20% de todos os óbitos no período, com os 1.032 registros. É a principal causa de mortes em todo o Estado.

Os dados dos cartórios potiguares mostram que o mês de junho, até o momento, foi o que contabilizou a maior parte dos registros de mortes por Covid-19. Ao todo, foram 644 mortes notificadas pelas unidades cartorárias. No mês de maio, foram 213 registros. Nas duas primeiras semanas de julho, o número foi de 126 mortes. Há ainda os 49 óbitos registrados entre os dias 29 de março e 30 de abril.

No entanto, de acordo com o ranking cartorial, a doença causada pelo novo coronavírus fica atrás do termo “demais óbitos”. Isso acontece porque no sistema do portal transparência da Arpen são cadastradas as declarações de óbito, mas não há especificação de todas as causas de morte. Com isso, parte dos registros está listada sem detalhamento. No período entre 29 de março e 17 de julho, os “demais óbitos” somaram 1.573 registros.

Média móvel em queda

Os dados do portal da transparência dos cartórios mostram tendência de queda na média móvel de registros de óbitos por Covid-19 no Rio Grande do Norte. Desde o dia 8 de julho, no Estado, a curva de mortes está recuando, saindo de 38 registros diários para os 22 registros do último dia 15 de julho.

A redução ocorre ao mesmo tempo em que entra em vigor o processo de reabertura das atividades da economia. As ações de flexibilização do isolamento social, com a reabertura do comércio e serviços, foi iniciado na primeira semana de julho.

O recuo no número de mortes por Covid-19 também é observado a partir dos números gerais, ao se comparar as duas primeiras semanas de julho com o mesmo período do mês anterior. Entre os 1º e 15 de julho, os cartórios registram 126 mortes por Covid-19. No mesmo período de junho, o número foi 65% maior, com o total de 360 mortes.

Aumento de mortes

Os dados da Arpen mostram que houve um aumento de 51,8% nos registros de óbitos por doenças respiratórias — pneumonia, síndrome respiratória aguda grave (SRAG), insuficiência respiratória e Covid-19 — no período de 29 de março a 17 de julho de 2020 em relação ao mesmo período de 2019.

Em 2020, os problemas respiratórios foram responsáveis por 2.355 óbitos, contra os 1.551 de 2019, de acordo com os dados dos cartórios. A diferença foi causada por conta da Covid-19, com os 1.032 registros deste ano.

Além disso, a crise sanitária provocada pelo novo coronavírus evidenciou o problema da desigualdade social. Os registros de óbitos feitos pelos cartórios mostram que o registro de mortes por problemas respiratórios entre a população que se declara preta ou parda cresceu mais do que a da população autodeclarada branca durante a pandemia.

Entre março e julho, a população preta ou parda viu crescer 71% os óbitos por esse tipo de doença em comparação com o mesmo período de 2019. Já entre os autodeclarados brancos, o aumento foi de 39%.

Agora RN
Rio Grande do Norte

RN pode perder R$ 60 milhões em um ano com queda no preço do petróleo

Em janeiro de 2020, Estado produziu média de 35 mil barris de petróleo por dia

O Rio Grande do Norte pode perder até R$ 60 milhões em um ano caso o preço do petróleo se mantenha no patamar próximo ao atual. O valor representa o que o Estado deixaria de arrecadar com os royalties da produção em seu território. Em 2019, a produção de petróleo rendeu aos cofres potiguares aproximadamente R$ 180 milhões.

De acordo com o secretário estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier, a estimativa leva em conta o preço do petróleo a 34 dólares o barril. Essa foi, até agora, a cotação mínima do produto esta semana, marcada pelo pânico no mercado financeiro por causa da “guerra” de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia, os dois maiores produtores mundiais, e do avanço do coronavírus.

O pior dia da cotação foi a segunda-feira (9). O preço do barril tipo Brent (referência para o mercado global) chegou a cair 24%, para US$ 34,36 o barril. Na terça-feira (10), o produto teve uma recuperação de 4%, mas volta a cair nesta quarta-feira (11). Por volta das 10h30, o barril custava US$ 36,30, o que significa uma queda de 2,18% em relação à véspera.

Segundo Carlos Eduardo Xavier, a queda no preço do petróleo pode atingir não só a arrecadação do Estado com os royalties sobre a produção, mas também a arrecadação de ICMS sobre combustíveis, caso haja uma drástica redução no preço dos combustíveis. O secretário de Tributação afirma que os impactos negativos poderão ser percebidos “no curto prazo”.

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em janeiro de 2020 – últimos dados disponíveis, o Rio Grande do Norte produziu uma média de 35 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a cerca de 1% da produção nacional. O Rio de Janeiro é o maior produtor, com média de 2,4 milhões de barris por dia.

A crise do petróleo começou no início da semana, quando a Arábia Saudita anunciou a redução dos seus preços e o aumento da produção interna, com impacto nos mercados pelo mundo. A medida do país do Oriente Médio foi uma reação à negativa do governo russo de aderir a um esforço de redução da produção mundial diante da queda da demanda por causa do novo coronavírus.

Outros estados

Além do Rio Grande do Norte, os demais estados do País produtores de petróleo devem sentir os impactos da queda no preço do barril. O Rio de Janeiro, por ser o maior produtor, deve ser o mais prejudicado. Para 2020, o estado contava com R$ 14,3 bilhões em royalties e participações especiais. A previsão trazia um cenário com o barril de petróleo custando US$ 60 e o dólar a R$ 3,72.

Um levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), contudo, calcula que os cofres fluminenses podem perder R$ 2,3 bilhões caso o preço do barril se mantenha na casa dos US$ 35 o barril e o dólar, a R$ 4,75.

O secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, disse ao jornal Valor Econômico que a desvalorização do real pode atenuar as perdas, mas que as oscilações não se anulam. “Vamos esperar o mercado acalmar para estimar os efeitos”, afirmou.

Agora RN
Rio Grande do Norte

Aulas presenciais no RN devem ser retomadas a partir de 17 de agosto

Colégio Contemporâneo, na Zona Sul de Natal, passou por uma readequação dos espaços físicos para atender as orientações sanitárias

O isolamento social durante a pandemia do Covid-19 fez com que diversos segmentos da sociedade tivessem que parar ou sofressem modificações. Um deles foi o da educação. Atualmente, as escolas públicas e privadas do Rio Grande do Norte têm como desafio retomar as aulas presenciais a partir de 17 de agosto. A data, porém, pode passar por mudanças de acordo a evolução epidemiológica, segundo o secretário de Educação do Estado, Getúlio Marques.

Em Natal, os colégios particulares Contemporâneo e Porto estão atualmente se preparando para esta volta à sala de aula. As instituições privadas devem seguir as orientações sanitárias da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), além do decreto oficial do Governo do Estado (ainda a ser publicado), que detalhará o que será exigido para essa volta.

Desde o início da pandemia, as duas escolas privadas seguiram o calendário escolar de forma remota, possibilitando que os alunos assistam aulas em suas casas. Já para a volta as aulas de forma presencial, as duas instituições terão o retorno de forma híbrida: uma parte dos alunos de forma presencial e outra parte, em casa, existindo um revezamento ao longo dos dias.

Alguns dos protocolos que serão seguidos pelas duas instituições são: uso de máscara, higienização das mãos, aferição da temperatura, distribuição de álcool em gel e distanciamento de 1,5m.

Segundo a diretora pedagógica do Colégio Porto, Ana Cristina, é um momento para estar atento com os procedimentos e fiscalização das medidas. “Os nossos adolescentes são muito calorosos, gostam de estar juntos, e nós queremos conscientizá-los que, neste momento, ficar distante um dos outros é um ato de amor”, disse. “Passamos por um momento único na história da nossa geração. Estar pronto para isso não implica dizer, apenas, estar pronto do ponto de vista cognitivo e com medidas sanitárias. Implica dizer muito mais: estar pronto para um retorno de acolhimento, para um retorno de entendimento desse aluno e dessa nova realidade.”

Após a confirmação da data oficial e compreensão de como será de fato este retorno, o Colégio Porto pretende realizar um manual que será encaminhado para as famílias dos alunos. “Precisamos muito do apoio delas durante esse período. Esse material vai informar aos pais como será o retorno às aulas, quais as medidas sanitárias que serão adotadas, quais serão os procedimentos. Será um manual de como a família deve se portar diante desse momento, tanto pedagogicamente, quanto também em relação às medidas de educação sanitária que serão implementadas”, explica Ana Cristina.

Já segundo a diretora do Complexo Educacional Contemporâneo, Irany Xavier de Andrade, além da readequação dos espaços físicos será preciso conquistar a confiança da família e dos próprios estudantes, para que possam retornar com segurança antes da descoberta de uma vacina contra o novo coronavírus. “É um trabalho que demanda um esforço integrado. Há o investimento em estudo e planejamento que assegurem a segurança sanitária no ambiente escolar, mas que deve vir acompanhado de um reforço ao acolhimento e ainda um novo entendimento sobre a parte pedagógica”, explica.

Irany ressalta que todas as instituições de ensino precisam lembrar-se também dos alunos que, por diversas razões, mesmo que queiram, não poderão retornar às aulas presenciais, que é o caso dos que estão no grupo de risco ou moram com parentes que fazem parte dele. “A volta exige segurança e adaptações, mas principalmente empatia”, resume Irany.

Perdas durante a pandemia

Segundo assessoria do Contemporâneo, a escola não teve perdas. Por ser a primeira escola a migrar para o digital um dia após o início da pandemia, isso acabou ajudando bastante, especialmente por utilizarem o Google for Education. Essa plataforma educacional colaborativa possibilitou às escolas, professores e alunos o uso da tecnologia em sala de aula.

Já segundo o diretor financeiro do Colégio Porto, Eduardo Bezerra, houve um aumento significativo da inadimplência, decorrente da situação enfrentada pelas famílias. “O Colégio Porto não se furtou a abraçar as famílias que precisaram de um apoio financeiro, e não deixou nenhum aluno para trás. Diante disso, não tivemos perda de alunos por conta da pandemia, somente saíram os que precisaram mudar de cidade”, disse ele. O diretor financeiro ainda afirma terem recebido novas matrículas durante este período.

Já em relação aos custos do planejamento anual do Porto, houve um incremento de custo por conta da capacitação necessária para a adaptação das aulas online, além da infraestrutura e serviços para viabilizar as aulas.

Já para a volta às aulas, também se acrescentam custos por conta dos investimentos para seguir os protocolos de saúde para as aulas presenciais. Eduardo acredita que estas perdas poderão ser recuperadas em 2021.
Rede estadual

As escolas estaduais suspenderam as aulas a partir do dia 18 de março. Segundo o secretário de Educação do RN, Getúlio Marques, esta ação retirou cerca de um milhão de estudantes das ruas, como forma de reforçar o isolamento social.

Em maio, a SEEC-RN publicou a Portaria 184, onde foram dispostas normas para a reorganização do planejamento curricular de 2020, com a finalidade de orientar os Planos de Atividades e incluir atividades não presenciais durante a pandemia. As escolas que não conseguissem acompanhar as atividades não presenciais aguardavam novas orientações para a reposição dos dias letivos.

Atualmente, o secretário afirma que os planos para a retomada na rede estadual estão sendo discutidos pelo Comitê de Gestão de Educação Estadual e serão entregues nesta semana. Mas alguns dos protocolos que estão sendo discutidos para a retomada são: construção de pias em portas de banheiros de escolas, compra de materiais para uso de álcool em gel, distribuição de máscaras para a comunidade escolar (coordenação, porteiros, alunos, professores, etc).

Outro item importante que está sendo discutido é uma forma de possibilitarem o revezamento dos alunos, tanto dentro das salas de aula quanto em horários como o do intervalo. Sobre as aulas, o Comitê pensa em um revezamento semanal, onde uma parte dos alunos assiste aula presencial e outros, de forma “não presencial”, acessando conteúdo online ou com impresso, analisando como o aprendizado pode chegar nas casas dos alunos. Na outra semana, realiza-se a troca. “Essa realidade pode ser readequada de acordo com as condições de cada escola”, afirmou o secretário. Já sobre os intervalos, eles pretendem realizá-los em horários diferentes para cada turma, para evitar aglomerações.

DF e 11 estados já têm previsão para aulas presenciais
Relatório da Federação Nacional de Escolas Particulares (Fenep), que monitora o cenário das unidades privadas de ensino, aponta que em 11 Estados e no Distrito Federal há previsão para retomar as atividades presenciais. Nos outros 14 Estados, as aulas continuam suspensas e sem data para voltar.

O Distrito Federal deve ser a próxima unidade federativa a reabrir escolas, com retorno das aulas proposto para o próximo dia 27, segundo o relatório da Fenep. Já os governos do Maranhão e do Tocantins preveem retomar as atividades a partir de 3 de agosto. Neste mês, os Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte também pretendem voltar com aulas presenciais.

No Rio, a cidade de Angra dos Reis projeta o retorno das escolas em 17 de agosto. Em Alagoas, as aulas devem voltar na segunda quinzena de agosto ou na primeira quinzena de setembro, de acordo com o governo local. Já no Pará, a cidade de Marabá planeja a volta para o dia 3, enquanto a capital Belém só fala em reabertura em setembro.

Além do Estado de São Paulo, a depender do avanço local da pandemia, há expectativa de retorno ainda em setembro no Acre e no Piauí.

Por Ana Lourdes Bal
Rio Grande do Norte

Apenas 13% das cidades do RN ampliaram a flexibilização

Governadora Fátima Bezerra anunciou nesta sexta-feira (10) que a próxima etapa de reabertura da economia estadual vai acontecer no proximo dia 15

Pelo menos 23 cidades do Rio Grande do Norte publicaram decretos municipais que ampliam a retomada gradual da economia, diferente das recentes decisões do Governo do Estado, que suspendeu o processo de reabertura e só pretende reiniciar novas frações do plano de reabertura no próximo dia 15. Entre as cidades que não acataram as regras do decreto estadual estão Natal, Parnamirim e Mossoró. As três cidades iniciaram novas fases da reabertura das atividades do comércio e de serviços ao longo da semana. Ao todo, apenas 13% dos municípios ampliaram a flexibilização da economia.

Juntas, as cidades de Natal, Parnamirim e Mossoró são as cidades somam 21.627 casos confirmados da doença, segundo a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). O número representa 58,2% de todas as infecções contabilizadas de Covid-19 no Estado.

Em Natal, no entanto, na última quinta-feira (09), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o Ministério Público Federal no RN (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressaram com uma ação civil pública (ACP) contrária à retomada das atividades econômicas adotada pela Prefeitura do Natal. Na capital potiguar, já foi permitida a reabertura de vários setores não essenciais, mesmo com sistema de saúde lotado e sem perspectivas quanto ao fim da pandemia.

Em Parnamirim, que está em uma fase mais avançada na liberação de atividades comerciais, a Prefeitura local autorizou o funcionamento de bares na cidade a partir desta sexta-feira (10), inclusive com possibilidade de música ao vivo nos ambientes.

Segundo a governadora Fátima Bezerra, o fato de que apenas 20 cidades decidiram seguir as determinações do Estado é importante para a manutenção das ações de controle da pandemia. Segundo ela, isso permite uniformização das ações, reduzindo potenciais novos focos de contágio. Ela avalia como positiva a decisão de vário municípios da Região Metropolitana de Natal terem mantido regras rígidas de isolamento. “Muito importante termos as cidades de Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Ceará-Mirim entre as que estão seguindo dos decretos do Estado”, disse.

Ainda segundo ela, a próxima fração de reabertura será iniciada no dia 15. A data foi confirmada após a redução dos números de internação de leitos críticos. A taxa verificada de ocupação para a Covid-19 ficou em 83%.

No começo da semana, o plano de retomada foi suspenso porque o índice estava em 92%, ou seja, superior ao índice estabelecido em decreto para reabertura, que é de 80%.“Estou confiante que na próxima semana possamos retomar o plano. E queremos fazê-lo de forma responsável”, disse a governadora.

Questionada sobre a suspensão no início da semana, Fátima esclareceu que o senso de responsabilidade pautou a decisão. “Naquele momento, não conseguimos assegurar que a ocupação de leitos estivesse inferior a 80%. Por isso, suspendemos o plano de retomada. Tivemos senso de responsabilidade em preservar a vida do povo do RN”.

PESQUISA DE PREVALÊNCIA

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) planeja iniciar ainda este mês uma pesquisa de prevalência do coronavírus em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O objetivo é conseguir obter informações de 30 mil amostras coletadas. Segundo o titular da pasta, Cipriano Maia, o projeto está em fase final de implantação.

A Sesap vai contratar uma empresa para obter os insumos para a coleta de amostras. A dúvida para o início dos trabalhos é o formato do teste que será utilizado para processar os dados.

“O projeto está pronto, já foi aprovado pelo comitê de ética, e estamos viabilizando a contratação de uma empresa para auxiliar na pesquisa e garantia dos insumos”, explicou.

De acordo com Cipriano Maia, os testes sorológicos, apesar de apresentarem resultados em curto prazo, podem indicar resultados inconclusivos. Já os do RT-PDR, de análise genética, têm maior segurança, mas também demandam mais tempo de processamento e são mais caros.

Ainda segundo ele, o estudo de prevalência permite a obtenção de dados mais precisos sobre comportamento do vírus.

“É um estudo desenhado para ser uma pesquisa amostral, com extratos
populacionais, para buscarmos saber qual proporção da população já teve coronavírus”, encerrou.

CIDADES QUE AMPLIARAM FLEXIBILIZAÇÃO

NATAL
PARNAMIRIM
MOSSORÓ
RIACHUELO
SANTA CRUZ
APODI
CERRO CORÁ
LAGES
MONTANHAS
PARANÁ
PUREZA
AFONSO BEZERRA
JOÃO CÂMARA
SERRA CAIADA
SEVERIANO MELO
SITIO NOVO
TENENTE ANANIAS
CAICÓ
GUAMARÉ
RIO DO FOGO
TIBAU DO SUL
SÃO JOSÉ DO MIPIBÚ
TANGARÁ

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