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Rio Grande do Norte

Sessão drive-in do filme “Bacurau” marca o encerramento do 3º Curta Caicó e atinge a lotação máxima permitida

A sessão drive-in do filme “Bacurau” marcou o encerramento do 3º Curta Caicó, festival de curtas-metragens que acontece desde 2018 em Caicó. A exibição reuniu mais de 95 carros, segundo o idealizador Raildon Lucena.

Eram permitidas quatro pessoas por carro, segundo as normas estabelecidas. Uma estrutura de telão foi montada e o som foi transmitido através de uma frequência de rádio.

G1 RN
Rio Grande do Norte

Governo do Rio Grande do Norte autoriza eventos em formato ‘drive-in’; veja regras

De acordo com a portaria, a produção de eventos no formato drive-in deverá higienizar os espaços e equipamentos a cada troca de atração

O Governo do Estado autoriza a realização de eventos em formato “drive-in”, em que o público permanece em seu veículo. A autorização consta na através da Portaria Conjunta Nº 024/2020, assinada pelo Gabinete Civil (GAC), Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), e publicada na edição deste sábado (5), do Diário Oficial do Rio Grande do Norte.

De acordo com a portaria, a produção de eventos no formato drive-in deverá higienizar os espaços e equipamentos a cada troca de atração; proporcionar o distanciamento mínimo de 1,5m entre cada veículo estacionado, sendo as vagas devidamente demarcadas, e no máximo quatro ocupantes por veículo; vender ingressos exclusivamente de forma online; comercializar alimentos e bebidas exclusivamente no formato “delivery” (feito por serviços de entregas) ou “drive-thru” (sem o consumidor sair do carro).

O consumo de alimentos e bebidas deverá ocorrer exclusivamente no interior dos veículos e não será permitido o descarte de lixos ou restos de alimentos, assim sendo, o ocupante deverá levar sacos para lixos, guardanapos etc. Os clientes só poderão sair dos veículos para irem ao banheiro, que deverão ser higienizados após cada evento e dispor de álcool em gel, papel-toalha, sabonete líquido e lixeira com pedal. O acesso aos sanitários deverá ser controlado para evitar possíveis aglomerações. Todas as pessoas deverão usar máscaras de proteção.

Ainda segundo o documento, o descumprimento das determinações da portaria constitui infração de natureza sanitária, sujeitando o infrator às penalidades previstas na Lei Complementar Estadual nº 31, de 24 de novembro de 1982 (Código Estadual de Saúde), e nas demais normas estaduais de combate ao novo coronavírus.

Blog do Ismael Medeiros
Rio Grande do Norte

Aulas presenciais nas escolas do RN serão retomadas a partir de 5 de outubro

Aulas foram suspensas em 18 de março

O secretário estadual de Educação, Getúlio Marques, anunciou nesta quinta-feira 3 o retorno das aulas presenciais para as redes pública e privada de ensino no Rio Grande do Norte a partir do dia 5 de outubro.

Até a próxima semana, a Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seec) vai publicar o protocolo com regras sanitárias para a retomada das atividades nas escolas de todo o Estado.

“Serão duas semanas após do fim do decreto atual que suspendeu as aulas [14 de setembro] para termos a possibilidade de que todas as escolas se preparem para este retorno”, afirmou Getúlio.

Segundo a versão preliminar no protocolo biossanitário para a retomada das aulas nas escolas potiguares, as atividades serão reiniciadas de forma gradual, por meio de rodízio, de acordo com percentual e periodicidade estabelecidos.

A medida visa reduzir o número de estudantes de cada escola, garantindo a segurança da comunidade escolar, de forma a organizar as turmas com menos pessoas nas turmas por turno de funcionamento, a fim de evitar aglomerações no espaço escolar.

A ideia é que no formato de rodízio seja estabelecido seja em média de ocupação da sala de aula em 30%, garantindo-se, igualmente, o quantitativo de funcionários terceirizados e pessoal de apoio adequado e seguro para o funcionamento da unidade escolar no que se refere às normas de higienização e serviço de merenda.

A alternância para a presença dos alunos deverá ser semanal ou quinzenal, bem com também devem ser definidos a redistribuição por horários, dias, turmas, ano e série, etapas e modalidades, o fluxo dos tempos escolares como entrada, saída, intervalo, merenda e os usos dos espaços pedagógicos das escolas, como quadra de esportes, laboratórios de ciências e informática, de modo a não acarretar prejuízos na aprendizagem do estudante.

A Secretaria de Educação também aponta a necessidade de escalonar o retorno às atividades presenciais, para maior controle da situação e como forma de dar tempo às equipes das unidades para se familiarizarem com a nova organização do trabalho.

O documento, com 80 páginas, ainda precisa ser referendado pelo Comitê Científico Estadual de Enfrentamento à Covid-19. A lista final de regras para o retorno das atividades da educação estadual será publicado até a próxima semana.

No Rio Grande do Norte, as aulas foram suspensas no dia 18 de março.

Além disso, segundo Getúlio Marques, será feito um trabalho com as prefeituras potiguares – com o auxílio das secretarias municipais de saúde – para o monitoramento de casos suspeitos ou de confirmações de casos de Covid-19 entre alunos, professores e funcionários das escolas.

Agora RN
Coronavírus » Rio Grande do Norte

RN registra 62.432 casos confirmados e 2.275 mortes por Covid-19

O Rio Grande do Norte tem 62.432 casos confirmados e 2.275 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Os dados foram atualizados nesta quarta-feira (2) pela Secretaria do Estado de Saúde Pública (Sesap). Nas últimas 24 horas, o estado registrou mais 10 mortes em relação ao boletim anterior (veja gráfico acima) e 441 novos casos. Outros 217 óbitos estão sob investigação.

Na terça-feira (1º), o estado tinha 61.991 casos confirmados e 2.265 mortes.

Segundo o atual boletim da Sesap, o Rio Grande do Norte tem ainda 26.338 casos suspeitos e outros 117.668 descartados. O número de confirmados recuperados segue em 37.767. Os casos inconclusivos, que agora são tratados como “Síndrome Gripal não especificada”, são 52.761.

De acordo com a pasta, 245 pessoas estão internadas por causa da Covid-19 no RN, sendo 195 na rede pública e 50 na rede privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 41,7% na rede pública e de 17% na rede privada.

De acordo com o boletim, 158.210 testes de coronavírus foram realizados no estado, sendo 76.710 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 81.500 sorológicos.

Por G1 RN
Rio Grande do Norte

RN deve ter aumento de produtividade com mudança no mercado de petróleo

RN tem a maior produção onshore do Brasil – Foto: Reprodução

O mercado de petróleo no Rio Grande do Norte tem a perspectiva de aumento de produtividade com a entrada de empresas independentes para explorar e produzir os campos onshore. Na última semana, a Petrobras anunciou a venda de cessão dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de óleo e gás natural do conjunto de 26 concessões de campos de produção terrestres e de águas rasas, com instalações integradas, localizadas na Bacia Potiguar.

O Rio Grande do Norte tem a maior produção onshore do Brasil. A produção terrestre que já chegou a atingir 117 mil barris/dia, nos últimos anos, declinou para 25 mil barris/dia. O setor já respondeu por 45% do PIB industrial, vem em queda desde 2010, com efeito direto na economia com a queda de produção e, consequentemente, de receita do Estado.

A indústria do petróleo norte-rio-grandense lidera o movimento de reestruturação do onshore no país, com a transferência da exploração de campos maduros para a iniciativa privada. No ano passado, frente à decisão de desinvestimento da Petrobras e venda de ativos, a FIERN buscou a articulação com empresários e rede de fornecedores locais, entidades representativas, órgãos reguladores e o Ministério de Minas e Energia para tratar a reestruturação do setor no estado, que responde por 40% do PIB industrial do RN.

Márcio Félix, vice-presidente executivo da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), acredita que o Rio Grande do Norte saiu na frente e caminha a passos largos na retomada das operações de exploração e produção de petróleo terrestre, servindo de exemplo para outros estados.

Para ele, a venda dos ativos de campos terrestres e em águas rasas representa o fim de um período de presença da estatal no onshore brasileiro e o início de uma nova fase do setor com a participação da indústria privada e diversidade de novos agentes operando na exploração e produção desses campos, com potencial de melhores resultados.

“Haverá um aumento de produção de também de produtividade, com mais resultados alcançados com menos recursos. Os ativos existentes serão melhor cuidados, as empresas privadas farão investimentos e vão buscar o melhor retorno, além disso o efeito local é bem mais rápido na economia, o dinheiro irá circular localmente, se a produção aumenta, o royalties é maior. É um novo ciclo que se abre, com mais oportunidades para o Estado, de atrair novas empresas e investidores locais, que estarão com a sua estrutura mais próximas da sociedade”, observa Márcio Félix.

O vice-presidente da ONIP defende ser mais eficiente a criação de um grande fórum de discussão para planejar um ambiente favorável à entrada de novas empresas, de menor porte e até mesmo locais, na produção do petróleo em terra no Estado, do que empreender esforços para reverter a decisão da companhia. A cadeia produtiva junto aos governos do Estado e municípios, pondera o executivo, devem avaliar os mecanismos de licenciamento ambiental, licenciamento social, planejar a contratação de pessoas, mapear os novos atores, entre outros pontos.

“Respeitamos a posição dos estados e governantes, mas as ações da Petrobras estão sendo tomadas dentro do modelo de governança da companhia que dificilmente será alterada, pelo menos nos próximos três nos. Ou seja, a venda dos ativos vai acontecer. E o diálogo deve ser aberto, planejado, de forma a organizar a saída da Petrobras e maximizar os ganhos que virão com a entrada da iniciativa privada. Um fórum abrangente e atuante se faz cada vez mais necessário”, frisa Félix.

Ele lembra que entre as áreas postas à venda estão alguns dos principais ativos em terra, como o Canto do Amaro, além da estrutura da Refinaria Clara Camarão.

Para o presidente da PetroReconcavo e da Potiguar E&P, Marcelo Magalhães, o mercado onshore do Rio Grande do Norte vive um momento de retomada de crescimento, que ficou evidenciado no Mossoró Oil & Gas Expo, realizado ano passado, com a participação de diversos players do segmento.

A PetroReconcavo, através de sua subsidiária Potiguar E&P, adquiriu a participação da Petrobras nos campos do Polo Riacho da Forquilha. Essa foi a primeira transação envolvendo campos terrestres em bacias maduras do plano de desinvestimento da Petrobras. A empresa anunciou investimento de US$ 150 milhões em cinco anos. A empresa está, há nove meses, no Rio Grande do Norte.

“Estamos extremamente satisfeitos com as nossas operações no Rio Grande do Norte, encontramos mão de obra de alta qualidade, pessoal muito capacitado, trouxemos de volta ao estado três dos nossos engenheiros, além disso contamos com o apoio do governo, da FIERN e Sebrae. O onshore brasileiro vive um novo momento e o Rio Grande do Norte tem forte participação nisso”, afirma o CEO.

Agora RN
Rio Grande do Norte

TCE aponta que um terço das escolas da rede pública não planejou retomada de aulas no RN

Levantamento inclui dados da Secretaria Estadual de Educação e Cultura e de 12 municípios potiguares — Foto: Secom/PMN

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) divulgou nesta terça-feira (1º) um levantamento no qual apontou que aproximadamente um terço das escolas da rede pública de ensino do Rio Grande do Norte não se preparou para a retomada das aulas durante a pandemia do novo coronavírus. O estudo incluiu a rede estadual de ensino e de 12 municípios potiguares – Assú, Afonso Bezerra, Espírito Santo, Jandaíra, Lagoa Nova, Lajes Pintadas, Monte Alegre, Natal, Paraná, São José de Mipibu, Triunfo Potiguar e Vera Cruz.

De acordo com o TCE, 31% dos gestores públicos relativos à amostragem afirmaram não ter iniciado qualquer preparação para o retorno às aulas do período letivo de 2020.

A relatora do processo, conselheira Maria Adélia Sales, votou pela expedição de uma série de recomendações aos gestores da rede pública, sendo acompanhada por unanimidade pelos demais membros do Pleno, durante a sessão desta terça-feira. Entre as recomendações estão a elaboração de protocolos para quando houver o retorno às atividades presenciais, incluindo a realização de avaliação diagnóstica dos alunos e a adoção de medidas sanitárias e de higiene; a elaboração de planejamento para o cumprimento das 800 horas letivas obrigatórias; e a elaboração de estratégias para oferecer aulas e conteúdos pedagógicos, on-line e off-line, durante o período de suspensão das atividades presenciais, a todos os alunos.

O levantamento também identificou que 85% das secretarias de educação dizem ter ofertado aulas ou conteúdos pedagógicos durante a pandemia e que 69% delas não realizaram atividades de capacitação para os professores. Foram utilizadas ferramentas on-line e off-line para a oferta de conteúdo pedagógico. “Aos estudantes que têm acesso à internet, são disponibilizadas aulas via Google Classroom, aplicativo ou vídeos e arquivos no formato PDF e em redes sociais, e para os que não têm acesso, a interação se faz por meio da entrega de conteúdos impressos, apostilas e livros complementares”, aponta o estudo.

As adequações do espaço físico e adoção de medidas sanitárias são as principais preocupações dos gestores. “Percebe-se nas redes que estão se preparando para o retorno às aulas presenciais uma preocupação com o espaço físico escolar, a adoção de medidas sanitárias e de higiene, a preparação de planos estratégicos para diagnóstico da aprendizagem, combate ao abandono, à evasão escolar e às defasagens, assim como cumprimento das 800 horas letivas”, detalha o levantamento.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer informa que “nesta semana foram entregues para análise do comitê científico da Saúde as diretrizes para a organização do retorno das atividades presenciais nos sistemas estadual e municipais de ensino. Com esse documento, as redes farão seus protocolos de retomada. As escolas terão um referencial para organizar seus espaços, seja aquelas que já tenham iniciado, ou não, movimentos de adequações”.

Diz ainda que “já vem realizando análises e discutindo com gestores sobre diversos temas ligados ao retorno, como compras de equipamentos e novas ambientações que as unidades de ensino terão de configurar” e “reforça que em nenhuma unidade de ensino as aulas serão retomadas sem que haja uma segurança sanitária para seus alunos, professores e demais funcionários”.

G1 RN
Rio Grande do Norte

RN volta a apresentar aumento nas taxas de transmissão da Covid-19

Secretário de Saúde do RN, Cipriano Maia. Foto: Reprodução

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) alertou nesta segunda-feira 1º que a taxa de transmissibilidade da Covid-19 (Rt) em três regiões potiguares está acima de 1. Os municípios da região do Mato Grande têm taxa de 1,04. No Alto Oeste, a taxa é de 1,13. E o Oeste, com o pior resultado, apresentou Rt de 1,29.

Segundo epidemiologistas, a taxa de transmissão acima de 1 indica descontrole no contágio da Covid-19. No caso da região Oeste, por exemplo, com a taxa de 1,29, isso significa que 100 pessoas contaminadas com o novo coronavírus podem infectar outras 129.

Os dados são do mapa do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) com a plataforma “Coronavírus RN”, sistema que monitora os casos da Covid-19 no Rio Grande do Norte.

Segundo a Sesap, a taxa geral de ocupação de leitos críticos da rede SUS é de 39%. Por região, essa taxa é de 36% no Oeste, 100% no Mato Grande, 33,7% na Região Metropolitana de Natal, 60% no Seridó e 90% Alto Oeste. Os leitos estão desocupados nas regiões Agreste e Potengi-Trairi.

No Estado, os casos confirmados somam 61.989. Há 26.212 casos suspeitos, 116.078 descartados, os óbitos somam 2.263 e há 218 em mortes em investigação (aguardando resultado de exames laboratorial). Outros 495 casos foram descartados.

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Cipriano Maia, a taxa de ocupação dos leitos é considerada satisfatória. “Esperamos que continue caindo para isso chamamos a atenção da população. A pandemia não acabou. Estamos vendo situações no cotidiano que não condiz com o momento que vivemos, ainda há necessidade de proteção e distanciamento físico entre as pessoas para evitar aglomerações”, disse.

Dentre as medidas adotadas pela Sesap está a contratação de apoiadores técnicos atuando diretamente nas Regionais de Saúde para apoiar tanto na atenção primária quanto em vigilância em saúde, buscando a integração e a reorganização dos processos de trabalho. “A ação foi pactuada com as secretarias municipais de saúde e deve começar nos primeiros dias de setembro”, afirmou o secretário.

Agora RN
Rio Grande do Norte

Fátima diz que saída da Petrobras do RN é uma “decisão política” do governo federal

Governadora Fátima Bezerra: “É claro que é uma decisão política do Governo Federal”

Representantes da bancada federal do Rio Grande do Norte se reuniram com a governadora Fátima Bezerra Nesta segunda-feira 31 para discutir estratégias para reduzir prejuízos com a eventual saída da Petrobras da atividade de exploração de petróleo e gás no território potiguar.

A Petrobras anunciou no último dia 24 a venda da totalidade de suas participações em um conjunto de vinte e seis concessões de campos de produção terrestres e de águas rasas da Bacia Potiguar.

Durante a reunião desta segunda-feira, a bancada federal definiu o deputado federal Benes Leocadio (PTC) como o novo líder da representação potiguar no Congresso, substituição ao deputado Rafael Motta (PSB).

A bancada federal definiu a agenda de trabalhos para estudar o Plano de Desinvestimento da Petrobras. O grupo de trabalho – formado por parlamentares e representantes do governo estadual – delimitou nova reunião para a próxima sexta-feira 5. A ideia é cobrar da empresa estatal um programa de transição para que manutenção de empregos e de investimentos para o Estado.

A Petrobras representa 52% do Produto Interno Bruto (PIB) da Indústria potiguar. Além disso, em 2019, a empresa gerou R$ 425 milhões de royalties em 2019 para o Estado e Municípios. A folha salarial dos empregados potiguares da Petrobras é de cerca de R$ 531 milhões ao ano.

“O modelo que nós defendemos é o misto: participação de investimentos privados, mas tendo a participação da Petrobras, como âncora, para atrair novos mais recursos A vinda dos recursos privados é boa, mas não a saída da Petrobras não é saudável”, disse a governadora Fátima Bezerra, que capitaneou a reunião com os parlamentares potiguares.

Segundo ela, a saída da Petrobras não foi técnica, como foi divulgado nos informes oficiais, mas política. “É claro que é uma decisão política do Governo Federal. A empresa está saindo de todos os Estados do Nordeste. Meu papel como governadora é o de minimizar estes impactos”, reforçou.

O deputado Benes Leocadio explicou que a bancada vai cobrar explicações sobre o processo de venda da Petrobras no RN. “Definimos a participação do deputado federal Beto Rosado e do senador Jean Paul Prates no grupo de trabalho responsável por buscar soluções junto à diretoria da Petrobras. Toda a bancada está empenhada e acompanhando de perto essa questão, a fim de, compreender os efeitos da venda desses ativos da Petrobras e evitar que a economia potiguar sofra maiores perdas com a saída da Petrobras do RN”, ressaltou Benes.

Petrobras gera mais de 5 mil empregos

Na ocasião, o secretário de Planejamento (Seplan) Aldemir Freire apresentou os impactos da saída da Petrobras. Ele explicou que a empresa não atua isoladamente, mas cercada por outras, satélites, com forte atuação na economia como um todo. Segundo Aldemir, a redução da produção a partir de 2017 aconteceu por deliberação da empresa, não por questão estrutural das reservas e que a decisão de venda de ativos leva a menor produção porque a companhia deixa de investir. Ele também informou que o novo modelo para permitir a atuação de pequenas e médias empresas privadas na exploração de petróleo e gás reduz em 50% a arrecadação de impostos.

“Além disso, temos muitas pendências jurídicas e fiscais. E há um contencioso passivo sobre licenças ambientais a ser resolvido. Há passivos a resolver também no fornecimento de gás via Potigás. Ainda há de se questionar que a exploração em águas profundas, como a companhia diz que irá investir no RN, ainda é só promessa”, afirmou Aldemir acrescentando: “a saída da Petrobras não é uma questão simples. Vai haver queda de produção, de investimentos e de royalties, com enormes prejuízos ao Estado e à economia. Os interesses da Petrobras neste momento não coincidem com os do RN”.

A desativação da empresa ameaça 5.637 empregos, sendo 1.437 efetivos e 4.200 terceirizados. O pagamento de royalties que beneficiam 98 municípios potiguares está ameaçado. Em 2019, foram R$ 425 milhões, dos quais R$ 226 milhões foram destinados aos municípios; R$ 173 milhões para o Estado; e R$ 25 milhões para proprietários de terras onde a empresa instalou campos de trabalho. A arrecadação de impostos municipais e estaduais também findarão.

A deputada Natália Bonavides considera “um erro o que está acontecendo. Estamos na contramão de outros países que, inclusive, estão comprando partes da Petrobras. É preciso deixar claro que a chegada da iniciativa privada não é paritária com atividades executadas pela estatal. Há queda da produção e todas as consequências econômicas disso. Sair do RN e do Nordeste causa dificuldades estruturais para a economia. Cabe a nós dialogar com o governo federal.

A Petrobras tirou muito do nosso Estado, tem enorme passivo ambiental e isso precisa ser discutido para garantir a sua permanência”.

Para o deputado Walter Alves, juntos, o Governo do Estado e a bancada federal precisam evitar que o RN venha a ter perdas e prejuízos com a saída da Petrobras. “Esta é uma luta que não tem cor, nem partido. A Governadora pode contar conosco”, afirmou.

Campanha nacional em defesa da Petrobras

O senador Jean Paul Prates, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras, considera que é preciso autorização legal para a companhia fazer o que está pretendendo, porque muda sua finalidade prevista em lei. Ele disse que está sendo iniciada uma campanha nacional denominada “Petrobras Fica”.

Jean Paul informou que a campanha tem o objetivo de promover as condições para a Petrobras continuar atuando nos Estados e regiões nas quais anunciou que venderá seus ativos – além do RN, o Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. “Questionamos quais os riscos que a companhia enfrenta em cada Estado. Com isso pretendemos buscar as soluções para a empresa – que é de economia mista tendo o Governo Federal como maior acionista – continuar atuando visando não apenas o lucro, mas também o desenvolvimento regional e social”, declarou.

A governadora esteve reunida por duas vezes em 2019 com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Houve, ainda, um encontro com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Em todas as ocasiões foi ressaltada a importância da estatal para o Estado e o compromisso do Governo Federal em não retirá-la do RN. A promessa era que a Petrobras não sairia do território potiguar; e que iria mesclar investimentos privados e públicos.

Acompanharam a governadora na reunião Antenor Roberto (vice-governador); Carlos Eduardo Xavier, Secretário de Tributação (SET), Jaime Calado, Secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec); Larissa Costa (diretora da Potigás); e os técnicos Marina Siqueira (Potigás) e Hugo Oliveira (Sedec).

Estrutura da Petrobras no RN

A produção média do Polo Potiguar de janeiro a junho de 2020 foi de aproximadamente 23 mil barris de óleo por dia e 124 mil metros cúbicos por dia de gás natural. O Polo Potiguar inclui, além da Refinaria Clara Camarão, mais três Subpolos: Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana, totalizando 26 concessões de produção, 23 terrestres e 3 marítimas, além de incluir acesso à infraestrutura de processamento, refino, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural. As operações nos subpolos Canto do Amaro e Alto do Rodrigues são terrestres.

Já as concessões do subpolo Ubarana estão localizadas em águas rasas, entre 10 e 22 km da costa do município de Guamaré-RN. O segmento de petróleo e gás paga cerca R$ 531 milhões ao ano de salários e remunerações. Representa um terço de todo os salários pagos na indústria potiguar.

Agora RN
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Gás de cozinha tem novo aumento ao consumidor do RN a partir de hoje (31)

Duas semanas após o último reajuste anunciado no preço do gás de cozinha, os consumidores potiguares deverão perceber um novo aumento no valor do botijão a partir da dessa segunda-feira (31). A informação é do Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo (Singás-RN). O acréscimo deverá representar cerca de R$ 3 no preço final.

De acordo com o presidente da entidade, Francisco Santos, a Petrobras anunciou o reajuste de 5,4% no preço aos revendedores ainda nesta quinta-feira (27). O valor começou a valer já nesta sexta-feira (28), mas segundo ele, os novos preços deverão ser sentidos pelo vendedor na segunda (31), após os vendedores renovarem os estoques.

“Este é o sexto aumento seguido anunciado pela Petrobras desde maio e acaba refletindo para o consumidor”, afirmou o representante dos revendedores. De acordo com Francisco Santos, o aumento deverá representar acréscimo de R$ 3 a R$ 3,50. Com isso, o preço médio deverá ficar entre R$ 73 e R$ 76,50, de acordo com o sindicato.

G1 RN
Rio Grande do Norte » Saúde

Ocupação de leitos críticos Covid no RN começa a semana em 36,9%

Reprodução

A ocupação dos leitos críticos exclusivos ao tratamento da população com Covid-19 no RN segue em redução, mesmo com o início do processo de transferência de leitos para o tratamento de outras comorbidades, anunciado há duas semanas. A informação é da plataforma Regula RN, que monitora os números da rede de assistência no Estado.

Até o início da manhã desta segunda-feira (31), a ocupação de leitos de terapia intensiva e semi-intensiva destinados ao tratamento da infecção está em 36,9%, menor percentual registrado nos últimos dias, o que corresponde a 107 leitos críticos ocupados. A fila de espera segue zerada.

Tribuna do Norte

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