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Caicó » Polêmica » Saúde

Caicó: Após morte de criança, Junta Interventora afasta médico Francimar Gomes

Junta Interventora do Hospital do Seridó afastou médico Francimar Gomes.

Junta Interventora do Hospital do Seridó afastou médico Francimar Gomes.

O médico Francimar Gomes Farias, foi afastado de suas funções no Hospital do Seridó. A Junta Interventora, tomou a medida depois de receber denúncia da morte de uma criança por suposta negligência médica. A informação foi confirmada por Maria José Soares que pertence a Junta.

A criança que nasceu sem vida, filha do casal, Antônio Alysson de Araújo, de 21 anos, e Daniele Regis da Silva, de 32 anos, que moram no bairro Barra Nova em Caicó. Os dois foram ao Hospital do Seridó por volta das 22hs de domingo (17), depois do rompimento da bolsa da mãe que tinha 9 meses de gestação. Os relatos são do pai.

Ao chegar na unidade hospitalar, o pai contou que um outro médico estava de plantão. Este fez os procedimentos de recebimento e na segunda-feira, passou o plantão para o médico Francimar Gomes. O pai conta que por volta das 7h40min da manhã foi verificado que sua esposa estava com apenas 4 cm de dilatação e o médico determinou que os enfermeiros fizessem procedimento para aumentar a dilatação até 10cm, mas, o pai pediu que fosse feita cirurgia cesariana, porém não foi atendido.

O pai, Antônio Alisson, contou que mais tarde, já por volta das 09hs30min, chegou ao Hospital, uma familiar do médico Francimar Gomes e ele prontamente fez cirurgia que durou pouco tempo e a criança nasceu saldável. Revoltado, ele procurou a direção do Hospital e falou com a médica Verônica Alcântara, que atualmente é diretora clínica na unidade e ela chegou a falar com o médico. Por volta das 12h30min à criança (filho de Antônio Alisson) nasceu com falta de oxigênio. Logo tentaram vaga em um Unidade de Terapia Intensiva Neonatal em Natal, mas, não obtiveram êxito. Por volta das 17h15minutos a criança veio a óbito.

O pai, revoltado, procurou o Ministério Público para fazer denúncia do fato.

O corpo da criança foi sepultado em Caicó, nesta terça-feira (19).

Sidney Silva
Florânia » Polêmica » Saúde

Florânia: Médica cubana justifica caso envolvendo a criança que não foi atendida no Centro de Saúde

A médica cubana Ania Noda Rojas, usou sua rede social Facebook para justificar o caso.

A médica cubana Ania Noda Rojas, usou sua rede social Facebook para justificar o caso.

A médica cubana Ania Noda Rojas, usou sua rede social Facebook para justificar o caso envolvendo a criança que não foi atendida na manhã desta segunda-feira (18), no Centro de Saúde de Florânia. A denúncia foi feita pelo Agente de Saúde Adailton Judson Toscano em sua página no Facebook.

Confira a nota:

Boa tarde, quero explicar a todos os que criticam o meu trabalho; que vim Florânia/RN para trabalhar na medicina familiar; que minhas tarefas principais são a prevenção, e atenção primária, que o meu posto de trabalho deve ser em um PSF, as Consultas devem ser agenda dás anteriormente para as doenças crônicas transmissíveis e não transmissíveis, acompanhamento das gestantes, consulta de criança saudável; saúde mental, e alguma um gengiva relativa de uma febre, diarreia, mas desde que vim para esta cidade, por algum Problema, eles sempre têm falta de médico, e me colocam para trabalhar no centro de saúde para atender vivo todo o município, e excede as minhas capacidades físicas; humanas e profissionais para dar atenção que merece esta população, e para piorar, nunca têm uma enfermeira Para fazer a triagem de o q é urgência e o q não é, e assim aconteceu no dia de hoje, trabalhe sozinha para todo o município, quando tinham 18 fichas marcadas e as urgências esperando, eu mande a mãe do Criança com vomito para procurar a enfermeira responsável e quando a mande buscar para consultar o criança, ela tinha saído do centro e preferiu fazer toda esta história, de todas as formas, não tenho a obrigação de atender as urgências, não está dentro do meu contrato De trabalho, nem tenho que atender mais de 15 pacientes em uma manhã, apesar de tudo isso, há 2 anos atendendo de manhã e tarde, nunca falto; todas as emergências que ocorrem no município, e graças a isso É que foram salvas muitas vidas nesta cidade, hoje à tarde ocorreu um acidente e já quase terminava a minha consulta quando, deixe o que estava fazendo para parar o sangramento de um trauma de crânio aberto, com as mínimas condições de trabalho, com Calor; sem iluminação; sem instrumental, mas com a responsabilidade que tenho primeiro como ser humano e depois como profissional: salvar a vida, não preciso que vocês reconheçam o meu trabalho, é sabido para minha que ” o sol tem manchas e tem luz, os gratos Eles falam sobre as manchas e os ingratos da luz “. E tenho muito claro que não se trata de algo pessoal, mas sim de mensagem político, porque se referem à médica cubana, para danificar a imagem de nosso país, mas, se referiam a Dra. Ania, mas não importa, nossa medicina é reconhecida A nível mundial como a mais humana.

Tonny Washington
Polêmica » Trânsito

Mais da metade das capitais brasileiras já têm projetos de lei contra o Uber

Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Esta quarta-feira será um dia de apreensão para a empresa Uber nos dois principais mercados que atua no Brasil. Vereadores de São Paulo votarão pela segunda vez um projeto de lei que veta o uso do aplicativo de mesmo nome na cidade. E espera-se que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancione um projeto semelhante já aprovado pelo Legislativo municipal.

Mas não é só nestas cidades que o serviço enfrenta contratempos. Um levantamento da BBC Brasil mostra que já existem projetos de lei que buscam banir o Uber em 15 capitais e no Distrito Federal.

Hoje, a empresa está presente em apenas quatro capitais – Belo Horizonte e Brasília, além de Rio e São Paulo. Em todas, existem projetos de lei contra o serviço prestado pelo Uber.

Mas vereadores de outras 13 capitais brasileiras – Vitória, Maceió, Curitiba, Salvador, Recife, Manaus, Goiânia, Cuiabá, Aracaju, Natal, João Pessoa e Campo Grande – decidiram se antecipar a uma eventual chegada da empresa.

Nestas cidades, foram apresentados projetos de lei que vetam o transporte individual e remunerado de passageiros por prestadores que não sejam autorizados pelo poder público, ou seja, ratifica a exclusividade desta atividade aos taxistas.

Segundo a lei federal nº 12.468 de 2011, é privativa destes profissionais “a utilização de veículo automotor, próprio ou de terceiros, para o transporte público individual remunerado de passageiros, cuja capacidade será de, no máximo, sete passageiros”.

“O sindicato de taxistas de Maceió nos procurou, fomos atrás de informações e chegamos à conclusão que era uma proposta justa. Já temos uma frota suficiente e que em momentos fica ociosa, quando não estamos na alta temporada do turismo. A chegada do Uber poderia ser um desastre”, diz o vereador Galba Netto (PMDB), autor do projeto de lei na capital alagoana.

“Estamos evitando um problema no futuro, porque a chegada do Uber poderia ser um desastre.”

Ainda existem projetos de lei que inviabilizam a operação da empresa em ao menos outras nove cidades.

É o caso de Campinas, São José do Rio Preto, Americana, Barueri e Cotia, no Estado de São Paulo, Teófilo Otoni, em Minas Gerais, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata, em Pernambuco, e Serra, no Espírito Santo.

E o número de locais onde o Uber não poderá operar pode crescer exponencialmente em pouco tempo. Deputados estaduais do Espírito Santo, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Bahia já apresentaram projetos para isso em suas respectivas Assembleias Legislativas.

Procurado pela BBC Brasil, o Uber diz em nota que, por motivação política, legisladores querem proibir uma inovação “em nome da proteção de interesses corporativos”.

A empresa também afirma que o serviço prestado por ela é “completamente legal no Brasil” e amparado pela lei federal 12.587 de 2012, que delimita os serviços de transporte, “fazendo uma separação entre serviço público individual (o táxi) e o serviço privado individual de transporte (que é o que os motoristas parceiros do Uber fazem)”.

“Toda legislação existente hoje é voltada para o serviço de táxi, e não existe ainda uma regulação do serviço individual de transporte. Um serviço sem regulação não é ilegal, pelo contrário”, afirma a empresa.

“Em alguns locais, o Legislativo demonstrou ter uma grande vontade de banir a tecnologia em vez de abrir um debate amplo com a sociedade para verificar como é possível usar esse tipo de novidade para melhorar a vida das pessoas e da cidade.”

‘Ilegalidade’

Desde sua chegada ao país, em maio de 2014, o Uber vem gerando polêmica em diversas cidades e provocando protestos de taxistas.

No Rio de Janeiro, o projeto de lei 122/2015 já foi aprovado em duas votações pelos vereadores e aguarda desde o dia 25 a sanção ou veto do prefeito. O prazo de 15 dias para a apreciação de Paes se esgota nesta quarta-feira.

Na semana passada, ele disse que provavelmente dará seu aval à nova lei: “O nosso caminho é o da sanção. A não ser que tenha alguma irregularidade ou inconstitucionalidade”.

Caso isso ocorra de fato, o Rio, primeira cidade onde o serviço foi lançado no país, será a primeira a proibi-lo.

Em São Paulo, os vereadores apreciam nesta quarta-feira o projeto de lei 349/14, que foi aprovado na primeira votação, no fim de junho, por 48 votos a favor e 1 contra.

“A aprovação do projeto acabará com uma ilegalidade de uma empresa que, em vez de dialogar com o poder público, decidiu passar por cima de todo mundo. Isso servirá de exemplo para o resto do país”, diz o vereador Adilson Amadeu (PTB), autor da proposta.

“Também não existe qualquer possibilidade de regulamentarmos esta atividade. Qual é a necessidade de ter mais carros na praça se já temos condição de atender à população?”

Ser for aprovado pelos vereadores paulistanos, o projeto seguirá para o prefeito Fernando Haddad. O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, disse em entrevista coletiva em junho que o serviço é “clandestino”.

Até mesmo a presidente Dilma Rousseff se pronunciou sobre a questão em uma coletiva de imprensa no início deste mês, quando disse se tratar de uma questão complexa, pois o Uber “tira emprego de muitas pessoas”.

“Depende de regulamentação de cada Estado, porque não é a União que decide isso. Ele tira taxista do emprego. Acho que tem que ter posição ponderada”, afirmou a presidente.

‘Questão complexa’

A declaração de Dilma ecoa as reclamações de taxistas, para quem o serviço representa uma concorrência desleal. Nas cidades onde o Uber já atua, os profissionais da categoria dizem que o número de corridas diárias caiu desde a chegada do serviço.

Também criticam o fato dos motoristas do Uber não precisarem de alvará para atuar ou terem de seguir as regras aplicadas a taxistas.

Segundo a empresa, equiparar o serviço de seus motoristas parceiros ao de taxistas é um “erro”.

“O táxi tem a prerrogativa de atender um usuário em qualquer circunstância. No caso da Uber, o único modo de se conseguir um carro é pelo aplicativo, sendo que é preciso estar cadastrado, com seus dados e cartão de crédito. São serviços diferentes e complementares.”

A posição da companhia ganhou força com a publicação de um estudo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, para o qual não existem “elementos econômicos que justifiquem a proibição de novos prestadores de serviço de transporte individual”.

“O mercado de caronas pagas é operacionalizado por meio de aplicativos de smartphones, logo tende a operar exclusivamente no segmento de transporte individual porta a porta, ou seja, não concorre com os espaços dedicados aos pontos de táxi e nem circula pelas vias públicas em busca de passageiros”, diz o economista-chefe do órgão, Luiz Alberto Esteves, que assina o estudo.

“Para além disso, elementos econômicos sugerem que, sob uma ótica concorrencial e do consumidor, a atuação de novos agentes tende a ser positiva.”

O Uber cita o exemplo dos Estados Unidos. Segundo a companhia, em janeiro de 2014, existia apenas uma regulação para empresas de mobilidade urbana compartilhada, na Califórnia.

“Hoje, já existem mais de 50 jurisdições nos EUA que têm regulações deste tipo, sem contar Cidade do México e Puebla no México, Calcutá e Telangana na Índia; Filipinas, o primeiro país com uma regulação federal e também Toronto, no Canadá.”

Quando perguntada se poderá questionar na Justiça a validade dos projetos de lei atualmente em discussão, a empresa diz que não quer “especular” quanto a isso neste momento.

Mas afirma que “qualquer projeto de lei que vise limitar a liberdade de empresa no Brasil e que vise proibir a tecnologia é um ato anulável por definição” e que estas “garantias constitucionais devem ser asseguradas”.

A empresa diz que cabe ao Judiciário “analisar mais detidamente questões complexas e disrupitivas como as que envolvem o modelo de negócios da Uber, e esclarecer eventuais dúvidas a respeito da legitimidade das leis que enderecem esses assuntos”.

“Continuaremos a trabalhar junto ao poder público para demonstrar os benefícios e buscar uma legislação que fomente a inovação e o empreendedorismo.”

 

UOL
Polêmica » Religião » Saúde

Igreja Universal é condenada a indenizar em R$ 300 mil fiel no RS por prometer cura do HIV

Foto: Edu Andrade/Folhapress

Foto: Edu Andrade/Folhapress

A Igreja Universal do Reino de Deus terá de pagar uma indenização de R$ 300 mil a um ex-fiel que abandonou o tratamento contra a Aids, contaminou a mulher e chegou à beira da morte, pesando 40 quilos.

Para a Justiça, o gaúcho de 36 anos foi convencido de que se livraria do HIV só com a fé em Deus –e doações à igreja.

“Os pastores diziam que a medicina estava desatualizada, levavam testemunhos de gente que se curou de câncer, Aids. Quando as pessoas não aceitam doar seus bens, dizem que tem um espírito ruim que não está permitindo”, conta Lucas (nome fictício).

Tudo começou em 2005, quando ele descobriu que tinha o vírus e iniciou o tratamento. Angustiado, começou a frequentar os cultos da Universal por indicação de um vizinho. Quatro anos depois, em setembro de 2009, parou de tomar os remédios e passou a fazer sexo sem camisinha com sua mulher à época.

A decisão, diz, foi um “sacrifício” sugerido por um pastor em nome da fé para alcançar a cura. Mas nem isso nem a doação de um televisor e um computador à igreja foram suficientes para livrá-lo da doença e impedir a contaminação da mulher.

Dois meses depois de interromper o tratamento, Lucas foi internado com pneumonia grave. Ficou em coma induzido por 40 dias e saiu do hospital após quatro meses, com metade do peso normal.

A decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul para que a Universal indenize Lucas por danos morais saiu no último dia 26. A igreja ainda pode recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

“Não há nada contra a fé, mas contra a forma abusiva de induzir as pessoas a abandonar o tratamento em nome da fé”, disse à Folha o desembargador Eugênio Facchin Neto, relator do caso.

Procurada, a Universal negou à reportagem que tenha pedido para Lucas abandonar o tratamento, mas reiterou que há uma “vasta bibliografia científica” que sustenta a “afirmação bíblica de que a fé auxilia –e muito– na cura de doenças”.

ABUSO

No acórdão, o juiz escreveu que a responsabilidade da Universal “reside no fato de ter se aproveitado da extrema fragilidade e vulnerabilidade em que se encontrava o autor, para não só obter dele vantagens materiais, mas também abusar da confiança que ele, em tal estado, depositava nos ‘mensageiros’”.

Lucas diz que foi vítima de um golpe. “Inúmeras pessoas são enganadas todos os anos por essa igreja. Usam gente fragilizada, com filho no hospital, à beira da falência, para arrecadar os bens.”

Ele conta que chegou a participar de uma “fogueira santa”, ritual para eliminar todos os tipos de males e que arrecada dinheiro e bens em nome de Deus.

Segundo o advogado dele, Guilherme Pavanello Ortiz, a psicóloga que acompanha Lucas atendeu mais de 50 pessoas que abandonaram o tratamento para Aids por orientação da Universal. “Infelizmente, não é o único caso.”

Durante o processo, a Universal chamou três testemunhas que disseram que tinham o vírus HIV e que foram curadas depois de participar dos cultos da igreja.

“Lá eu soube que as pessoas que usassem a fé seriam curadas, como muitos foram. E lá eu obtive a cura”, afirmou uma delas no processo.

OUTRO LADO

A Igreja Universal do Reino de Deus declarou, durante o processo judicial, que Lucas deixou de tomar os remédios para a sua doença “voluntariamente, sem coação alguma”.

Disse também que os pastores “apenas pregam a possibilidade de cura das enfermidades, de acordo com as orientações bíblicas, mas não prometem cura”.

Em nota enviada à reportagem, a igreja afirma que Lucas “já era portador do vírus HIV quando foi acolhido pela Universal e que laudos e depoimentos presentes no processo atestam que, já naquela época, ele não se submetia aos tratamentos terapêuticos na forma indicada”.

A igreja diz ainda, no documento, que “sempre destaca a importância da rigorosa observância dos tratamentos médicos prescritos”.

Segundo a Universal, o “próprio relator do recurso no tribunal reconhece que não há prova da suposta orientação para interromper o tratamento”, porque isso “é mentira”.

À Folha o magistrado do Rio Grande do Sul informou que baseou sua decisão em um “conjunto de evidências”, que inclui testemunhas, vídeos de cultos com depoimentos de cura e pedidos de doações, reportagens sobre extorsões de bens por pastores e até uma “aula” em que o bispo Edir Macedo ensina outros pastores a arrecadar dinheiro dos fiéis.

A Universal também alega que “há vasta bibliografia científica sustentado a afirmação bíblica de que a fé auxilia –e muito– na cura de doenças”.

A igreja afirmou ainda que considera “absurda” a alegação de que estimulou Lucas a não usar preservativo em suas relações.

 

Folha Press
Polêmica » Religiosidade

Estado Islâmico justifica estupros generalizados ‘em nome de Deus’

Foto: Mauricio Lima / NYT

Foto: Mauricio Lima / NYT

Momentos antes de estuprar a menina de 12 anos, o combatente do Estado Islâmico (EI) tomou o tempo de explicar que o que estava prestes a fazer não era um pecado. Já que a garota era adepta de uma religião diferente do Islã, o Alcorão não apenas lhe dava o direito de estuprá-la — ele encorajava isso, insistiu o jihadista. Após amarrar suas mãos e amordaçá-la, ele se ajoelhou ao lado da cama e se prostrou em oração antes de consumar o ato sexual. Quando acabou, se ajoelhou para orar de novo, cercando o estupro com atos de devoção religiosa.

— Eu fiquei dizendo que estava machucando, para ele parar por favor. Ele disse que segundo o Islã ele pode estuprar uma infiel, que isso o deixa mais perto de Deus — disse ela em uma entrevista ao lado da sua família no campo de refugiados para o qual escapou após 11 meses cativa.

O estupro sistemático de mulheres e meninas da minoria religiosa yazidi se entranhou na organização e na teologia radical do EI no ano que se passou desde que o grupo anunciou que decidira reviver a instituição da escravidão. O comércio de mulheres yazidis criou uma infraestrutura permanente, com uma rede de armazéns onde as vítimas são mantidas, salas de exibição onde elas são inspecionadas e vendidas e uma frota de ônibus usada para transportá-las.

Um total de 5.270 yazidis foram sequestrados no ano passado, e ao menos 3.144 ainda são mantidos cativos, de acordo com líderes da comunidade. Para negociá-los, o EI desenvolveu uma detalhada burocracia de escravidão sexual, incluindo contratos de venda registrados por cortes islâmicas. A prática também se tornou uma ferramenta para recrutar homens de sociedades muçulmanas profundamente conservadoras, onde sexo casual é tabu e namoros são proibidos.

Um crescente número de memorandos internos e discussões teológicas estabeleceu diretrizes para a escravidão, incluindo um manual divulgado pelo Departamento de Pesquisa e Fatwas (decretos religiosos) no mês passado. Repetidamente, as lideranças do EI enfatizam uma leitura seletiva do Alcorão que não apenas justifica a violência, mas que celebra cada ataque sexual como espiritualmente benéfico, e até virtuoso.

— Todas as vezes que ele vinha me estuprar, ele rezava. Ele ficava dizendo que era ibadah (adoração religiosa)— diz uma menina de 15 anos capturada no Monte Sinjar ano passado e vendida para um combatente iraquiano de 20 e poucos anos, de quem escapou após nove meses com a ajuda de contrabandistas. — Ele dizia que o estupro era sua oração. Eu dizia: ‘O que você está fazendo comigo é errado e não vai te aproximar de Deus’. E ele dizia: ‘Não, é permitido. É halal (permitido pela religião).

CONQUISTA CALCULADA

A introdução da escravidão sexual sistemática pelo EI data de agosto de 2014, quando seus combatentes invadiram as vilas no flanco sul do Monte Sinjar, no Norte do Iraque, lar dos yazidis, uma minoria religiosa que representa menos de 1,5% da população do país. Os sobreviventes dizem que homens e mulheres foram separados logo após a captura. Homens e meninos mais velhos eram executados; as mulheres, meninas e crianças eram levadas embora em camionetes. Depois, eram mantidas em confinamento por dias ou meses, e então enviadas em grupos menores a outras partes do Iraque e da Síria, onde eram vendidas como escravas.

— O ataque ao Monte Sinjar foi tanto uma conquista sexual quanto territorial — diz Matthew Barber, um especialista em yazidis da Universidade de Chicago.

Relatórios detalhados da Human Rights Watch e da Anistia Internacional chegaram à mesma conclusão sobre a natureza do tráfico sexual.

— Foi algo 100% planejado. Falei por telefone com a primeira família que chegou a Mossul, e o local já estava preparado para eles. Havia colchões, pratos e talheres, comida e bebida para centenas de pessoas — diz Khider Domle, um ativista comunitário yazidi.

Da mesma maneira que passagens da Bíblia foram usadas séculos mais tarde para apoiar o tráfico de escravos nos EUA, o EI cita versos específicos do Alcorão ou a Sunna — as tradições baseadas nas falas e atos do profeta Maomé — para justificar o tráfico humano. Estudiosos da teologia islâmica se dividem sobre a interpretação.

— No meio no qual o Alcorão surgiu, havia a prática difundida de homens terem relações sexuais com mulheres que não eram livres. Não era uma instituição religiosa, era apenas como as pessoas faziam as coisas — diz Kecia Ali, professor de religião na Universidade de Boston e autor de um livro sobre escravidão.

Cole Bunzel, professor de teologia islâmica na Universidade de Princeton, discorda, apontando a numerosas referências à frase “aquelas que sua mão direita possui” no Alcorão, que por séculos foi interpretada como “mulheres escravas”.

— Você pode argumentar que essas passagens não são mais relevantes e hoje são aberrações. Mas o EI argumentaria que essas instituições precisam ser revividas, porque era isso que o profeta e seus companheiros faziam — diz.

 

O Globo
Polêmica » Televisão

Após polêmica, personagem Africano sairá do ar no “Pânico”

Devido à péssima repercussão do personagem Africano, interpretado por Eduardo Sterblich, o programa “Pânico” decidiu retirar o personagem do ar.

Devido à péssima repercussão do personagem Africano, interpretado por Eduardo Sterblich, o programa “Pânico” decidiu retirar o personagem do ar.

Devido à péssima repercussão do personagem Africano, interpretado por Eduardo Sterblich, o programa “Pânico” decidiu retirar o personagem do ar.

A informação foi confirmada pela assessoria do humorístico para o site Buzzfeed.

A atração ressaltou que em nenhum momento quis ofender os negros: “o quadro ‘Pânico’s Chef’ tem diversos outros personagens de diferentes etnias, japonês, nordestino, por exemplo, que preparam pratos típicos das regiões que moram. Nenhum deles foi criado para ofender”.

Após as críticas nas redes sociais e baixa aceitação do público, o personagem já não aparecerá mais a partir da próxima edição, no domingo (16).

Entenda o caso

Tudo começou por causa de um novo personagem do humorista Eduardo Sterblich, chamado de Africano. Ele é uma das estrelas da paródia do “MasterChef”, o “Pânico’s Chef”.

A sátira apareceu há algumas semanas, debochando da cultura africana, falando um linguajar estranho, sem qualquer compreensão do que se é dito, além de fazer uma dança bizarra, com músicas de estilo afro.

Fazendo sucesso com o público do “Pânico”, o Africano voltou ao palco do programa na noite do último domingo (09) para propor um desafio aos telespectadores: que façam uma dança mais estranha que a dele.

No entanto, a brincadeira não foi absolutamente bem vista. Muitas pessoas criticaram o “Pânico” por usar deste personagem, que debocha da cultura negra. Além das redes sociais, o personagem repercutiu em países africanos.

O jornal SeneWeb, por exemplo, chegou a questionar: “O Brasil é um país racista? Vejam como eles riem dos africanos!”.

 

UOL
Polêmica

Conar veta comercial da Itaipava após mais de 50 denúncias de machismo

O Conar concordou com as mais de 50 pessoas que consideraram machista o anúncio da Itaipava, no qual uma mulher gostosona tem a quantidade de silicone de seus seios comparada aos mililitros de cerveja que há na garrafa e na lata da bebida. O órgão considera que houve “um contundente apelo à sensualidade, de forma desrespeitosa à figura da mulher” e pediu a sustação definitiva da propaganda.

O Globo
Polêmica

Coreia do Norte vai atrasar relógios em trinta minutos e estabelecer próprio fuso horário

Kim Jong-un avalia plano de lançamento de foguetes apresentados pelas Forças Armadas – KNS / AFP

Kim Jong-un avalia plano de lançamento de foguetes apresentados pelas Forças Armadas – KNS / AFP

A Coreia do Norte anunciou que irá estabelecer o próprio fuso horário na próxima semana, atrasando a hora padrão em 30 minutos. Atualmente, a hora local nas Coreias e no Japão é a mesma, desde o período em que a então unida Coreia era colônia japonesa.

A agência de notícias oficial norte-coreana KCNA disse nesta sexta-feira que a criação da ‘hora de Pyongyang’ busca romper o legado do período colonial japonês. De acordo com a agência, o novo fuso entrará em vigor a partir do dia 15 de agosto, no aniversário de 70 anos da libertação realizada no fim da Segunda Guerra Mundial.

As autoridades sul-coreanas lembraram que o país usa o mesmo horário que o Japão para cumprir com a prática internacional.

 

O Globo
Polêmica

Empresário polêmico, Oscar Maroni diz que irá fundar a “religião do prazer”; conheça os mandamentos

Colecionador de polêmicas, o empresário Oscar Maroni pretende agora se dedicar a uma nova atividade: a fundação de uma religião. Dono da casa noturna Bahamas, em São Paulo, ele diz que seu próximo “negócio” terá o sexo como “ponto central” e pensa em provisoriamente usar o estabelecimento como “templo”.

“Quero lançar uma religião baseada no hedonismo, afinal o ser humano veio ao mundo para aproveitar os prazeres da vida. Bens materiais, por exemplo, serão importantes nesta minha religião”, afirmou em entrevista ao UOL.

A exemplo do Judaísmo, do Cristianismo e do Islã, três das maiores religiões monoteístas da atualidade, a doutrina de Maroni terá também os seus pilares (os “Mandamentos”, veja abaixo) e um peculiar “livro sagrado”, que ele prefere chamar apenas de “Manual”. O assunto é tratado com tanta seriedade que ele diz estar selecionando professores da Universidade de São Paulo (USP) em áreas distintas, como filosofia, teologia e psicologia, para a elaboração do livro.

O empresário explica que é preciso fundamentar os princípios de sua doutrina de uma forma que haja diálogo com os tempos atuais. E, mesmo em se tratando da formalização de uma crença, o “sacerdote” Maroni mostra que continuará ácido em seus comentários: “Não posso me basear em uma religião de dois mil anos atrás, de caras que ficavam no meio do deserto falando várias abobrinhas”.

“Eu acredito na física, na química e na teoria da evolução do Darwin. E acredito também no amor ao próximo”, defende. “E vou usar de uma vantagem que Jesus Cristo não tinha, as redes sociais”, completou.

Ainda citando Cristo, sua principal referência na nova empreitada, Maroni diz, em tom de sarcasmo: “Jesus era fabuloso e tenho com ele três pontos em comum: o amor ao próximo, a liberdade e ele amava uma garota de programa da época, Maria Madalena, eu amo todas”.

Enquanto estuda com seu contador como poderá viabilizar seu novo projeto, o empresário analisa transformar o Bahamas em templo até poder adquirir um local específico. “O Bahamas é um centro de entretenimento para adultos, que oferece o prazer da carne e a descontração entre amigos. Outro dia altos executivos estavam batendo papo. Na minha religião, o sexo será um ponto central”, apontou.

Com formação em psicologia, o “homem do prazer” postula se basear no behaviorismo – conjunto de teorias sobre o comportamento humano – para a fundação de sua religião e não perde a oportunidade de criticar líderes evangélicos com ideias radicais no diz que respeito à união entre pessoas do mesmo sexo.

“Na faculdade, aprendi que as duas maiores fontes de prazer do ser humano, que controlam o comportamento, são o alimento e o sexo. Sexo é bom, saudável e gostoso. Pastores como Silas Malafaia e Marco Feliciano não têm o direito de querer administrar os ânus dos homossexuais ou as línguas das lésbicas. Na minha religião pretendo defender a liberdade”, disse.

Inspiração em Raul Seixas

As ideias de um nome para sua religião – que ele deixa claro, não se trata de uma igreja – são várias e ainda estão sendo analisadas. O importante é que traga alguma referência à liberdade.

“Ainda estou pensando, hoje li que o dono da Rolex demorou seis meses para escolher o nome. Pode ser que se chame Freedom ou quem sabe Homens Livres. Amo um homem chamado Raul Seixas, por isso Sociedade Alternativa também seria um bom nome”, refletiu.

A pretensão do empresário é ir longe com o projeto “espiritual” – a ponto de, quem sabe, se aproximar em importância de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, uma das maiores denominações neopentecostais da América Latina.

“Quero fazer uma sociedade mais justa, mais livre. É o sentimento de injustiça que me motiva. Quando o homem passa por uma injustiça, ele se torna frio ou com mais necessidade de justiça. Essa é a minha semelhança com o Edir Macedo [líder da Igreja Universal do Reino de Deus]. Assim como eu, ele também foi preso. Pode parecer piegas, mas o que eu quero é um mundo mais justo. Não preciso mais de dinheiro”, afirmou.

BG
Caicó » Polêmica

“Polícia Rodoviária Federal está aterrorizando Caicó”, diz Nelter Queiroz

Em entrevista ao Grande Jornal da Rural, na manhã de hoje (06), o deputado estadual Nelter Queiroz (PMDB) comentou o incidente ocorrido com seu colega de Assembleia Legislativa, Carlos Augusto Maia (PTdoB), durante abordagem da PRF em Caicó, no último dia 1º de agosto. “Nós defendemos que a Polícia Rodoviária Federal continue fiscalizando, mas alguns agentes se acham mais do que os demais cidadãos porque está com a pistola e farda”, disse Nelter.

O deputado seridoense denunciou que há um grupo de policiais rodoviários humilhando o povo de Caicó e visitantes. “Fazendo isso para aparecer na mídia, mas eles precisam encontrar o caminho de respeito ao cidadão e um trabalho com harmonia com a sociedade”, continuou. “Polícia Rodoviária Federal está aterrorizando Caicó. Vamos procurar até o ministério da Justiça, inclusive com apoio do coordenador da bancada federal, deputado Felipe Maia”.

Robson Pires

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