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Estudo brasileiro aponta que Covid-19 pode causar danos cerebrais

Um estudo conduzido por um grupo de 17 cientistas indica que o novo coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia de Covid-19, é capaz de infectar células neurais. Os pesquisadores alertam para o risco de danos no sistema nervoso central de infectados. O trabalho foi conduzido através de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.

Os resultados do estudo estão disponíveis no portal bioRxiv, que se dedica à publicação de artigos em modalidade preprint. São trabalhos que ainda não foram revisados por outros cientistas. Assim, o estudo ainda deverá ser submetido a uma avaliação externa.

Os pesquisadores analisaram o tecido neural de uma criança que morreu em decorrência da Covid-19. Como em outras pesquisas, não se detectou a presença do novo coronavírus na massa encefálica. No entanto, o Sars-Cov-2 foi encontrado no revestimento de células neurais que estão na caixa craniana.

“Partículas virais foram detectadas principalmente no plexo coróide (ChP) e ventrículo lateral (LV), em menor grau no córtex do cérebro humano, mas não no resto do parênquima cerebral”, registra o estudo.

De acordo com o trabalho, o novo coronavírus tem capacidade de infectar células neurais, embora não consiga se replicar no sistema nervoso central. No entanto, ao infectar o plexo coróide, há uma reação do sistema imunológico do organismo humano. No caso analisado, os pesquisadores acreditam que essa reação pode ter permitido que o novo coronavírus, células imunes e citocinas acessassem o sistema nervoso central e causassem danos no cérebro da criança.

No início da pandemia, a Covid-19 chegou a ser descrita como uma infecção no sistema respiratório. O avanço dos estudos, porém, mostrou que a doença poderia afetar também outros órgãos, como rins e coração. A preocupação com o sistema nervoso, por sua vez, decorre de manifestações neurológicas observadas em alguns casos. Ocorrências de acidente vascular cerebral e encefalite, por exemplo, foram relatadas em pacientes com Covid-19. “Manifestações neurológicas descritas são provavelmente devido a efeitos colaterais de uma resposta imunológica sistêmica ao vírus”, sugere o estudo.

Blog do Jair Sampaio
Coronavírus

Brasil cria plástico que inativa o novo coronavírus em minutos

As normas técnicas que medem a atividade antiviral em plásticos e outras superfícies não porosas estabelecem que o material deve confirmar essa ação em pelo menos quatro horas

Maçanetas, botões de elevadores e até telas de celulares sensíveis ao toque não poderão mais transmitir o novo coronavírus devido a um plástico adesivo desenvolvido no Brasil, que pode inativar o SARS-CoV-2 em minutos por contato. Segundo o estudo divulgado hoje, o material, feito de polietileno e com micropartículas de prata e sílica (óxido de silício) na sua estrutura, se mostrou capaz de eliminar 99,84% das partículas do novo vírus após dois minutos de contato.

Lançado pela empresa Promaflex, especializada na produção desse tipo de películas, o material foi desenvolvido pela companhia Nanox com o apoio do programa de investigação inovadora para pequenas empresas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

As normas técnicas que medem a atividade antiviral em plásticos e outras superfícies não porosas estabelecem que o material deve confirmar essa ação em pelo menos quatro horas.

Blog do Ismael Medeiros
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COVID: Vacina de Oxford será testada em Natal

Depois de retomar os testes da vacina contra a Covid-19 no Brasil, a Universidade de Oxford dobrará o número de voluntários que serão imunizados no país, de 5.000 para 10 mil pessoas, informa O Globo.

Para isso, dobrará também o número de cidades brasileiras participantes do estudo: vão somar-se a São Paulo, Rio e Salvador os municípios de Natal (RN), Santa Maria (RS) e Porto Alegre (RS).

De acordo com o jornal carioca, as clínicas nessas três últimas cidades já estão prontas e devem começar a recrutar voluntários acima dos 18 anos de idade na semana que vem, após o aval da Anvisa.

Segundo Sue Ann Clemens, coordenadora dos testes da vacina de Oxford (em parceria com a AstraZeneca) no Brasil e professora da Unifesp, o recrutamento será “competitivo” –ou seja, cada centro poderá vacinar o número de voluntários que conseguir, até o limite de 10 mil no país ser atingido.

Na semana passada, os testes com a vacina de Oxford haviam sido suspensos devido à suspeita de reação adversa grave numa voluntária do Reino Unido.

O ANTAGONISTA
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Brasil tem menor média de mortes por covid dos últimos 110 dias

O Brasil tem dado sinais de vitória na batalha contra o covid. A redução de 15% nos novos casos e a experiência adquirida por profissionais de saúde no tratamento da doença foram fundamentais para a queda dos óbitos, que despencou 22,5% nos últimos 30 dias. Nesse período, segundo o Worldometer, a média de óbitos no Brasil caiu de 1.066 para 827 e atingiu o menor patamar desde o dia 20 de maio, há 110 dias.

A queda de 22,5% nos óbitos foi tão expressiva que até o “jornalismo de funerária” se viu obrigado a admiti-la em horário nobre, pela primeira vez.

A média de novas infecções também seguem tendência de queda e os casos ativos caíram de 818,5 mil para 693,6 mil, -15,3% em 30 dias.

No domingo, a Índia, que segue tendência de alta nos casos, ultrapassou o Brasil. Devido à enorme população deve ultrapassar os EUA até 2021.

O caso da Índia assusta. Se a taxa de contágio igualar a do Brasil e EUA, haverá mais casos na Índia do que em todo o resto do mundo.

DIÁRIO DO PODER
Coronavírus » Rio Grande do Norte

RN registra 62.432 casos confirmados e 2.275 mortes por Covid-19

O Rio Grande do Norte tem 62.432 casos confirmados e 2.275 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Os dados foram atualizados nesta quarta-feira (2) pela Secretaria do Estado de Saúde Pública (Sesap). Nas últimas 24 horas, o estado registrou mais 10 mortes em relação ao boletim anterior (veja gráfico acima) e 441 novos casos. Outros 217 óbitos estão sob investigação.

Na terça-feira (1º), o estado tinha 61.991 casos confirmados e 2.265 mortes.

Segundo o atual boletim da Sesap, o Rio Grande do Norte tem ainda 26.338 casos suspeitos e outros 117.668 descartados. O número de confirmados recuperados segue em 37.767. Os casos inconclusivos, que agora são tratados como “Síndrome Gripal não especificada”, são 52.761.

De acordo com a pasta, 245 pessoas estão internadas por causa da Covid-19 no RN, sendo 195 na rede pública e 50 na rede privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 41,7% na rede pública e de 17% na rede privada.

De acordo com o boletim, 158.210 testes de coronavírus foram realizados no estado, sendo 76.710 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 81.500 sorológicos.

Por G1 RN
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Sem sintomas, brasileira carregou coronavírus por 5 meses, caso mais longo de infecção já documentado

Testes de Covid-19 sendo realizados no Laboratório de Virologia Molecular do CCS-UFRJ. Foto: Fabio Motta / Agência O Globo

A persistência do coronavírus no organismo de algumas pessoas é muito maior do que se pensava. Num trabalho pioneiro, cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acompanharam e documentaram o caso de uma mulher que permaneceu 152 dias infectada com o Sars-CoV-2 com capacidade se multiplicar, isto é, potencialmente contagioso.

Essa é a mais longa persistência de coronavírus já documentada no mundo e evidencia o importante papel dos assintomáticos na propagação da pandemia.

O trabalho é dos grupos dos cientistas Luciana Costa, Amilcar Tanuri e Teresinha Marta Castineiras, professores do Instituto de Microbiologia, do Instituto de Biologia e da Faculdade de Medicina da UFRJ. Ele reforça a hipótese de que os assintomáticos são os pilares de sustentação da disseminação do Sars-CoV-2.

A mulher, identificada apenas como a Paciente Número 3, é uma profissional de saúde do Rio de Janeiro que adoeceu em março, sem maior gravidade. Ficou três semanas com sintomas leves e não precisou ser internada. Depois, os sintomas se foram, mas não o coronavírus.

O caso é o mais longo, mas não é isolado. Essa descoberta faz parte do trabalho da força-tarefa de estudo do coronavírus realizado pela UFRJ e coordenado pela professora Teresinha Marta, que desde março testou por RT-PCR (molecular) mais de 3.000 pessoas (o número de casos aumenta a cada dia), em sua maioria profissionais de saúde do estado do Rio de Janeiro.

Luciana Costa destaca que 40% das pessoas testadas continuaram a ser positivas 14 dias após o aparecimento dos sintomas, o período padrão de negativação pelo Ministério da Saúde. Isto é, quando a pessoa deixa de transmitir o vírus e poderia sair do isolamento e voltar a trabalhar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) estipulam um prazo ainda menor, de 10 dias estando assintomáticas por três dias consecutivos.

Em cerca de 60% das pessoas infectadas, o coronavírus deixa de se replicar nas vias aéreas superiores após 10 dias. Por isso, não pode ser mais transmitido. O coronavírus não faz viremia, ele não circula no sangue. Porém, cientistas supõem que possa se esconder em outras partes do corpo, que funcionem como reservatórios.

Em algumas pessoas, por motivos ainda desconhecidos, ele poderia deixar seu esconderijo e voltar a se multiplicar em boca e nariz, sendo de novo transmissível. O grande problema e o que faz o vírus insidioso é que a pessoa pode não manifestar sintomas, não saber que está contagiosa e mais uma vez e propagar a Covid-19.

A Paciente N° 3 faz parte de um detalhamento do estudo com os profissionais de saúde. Luciana Costa e seu grupo selecionaram 50 pessoas que retornaram mais de duas vezes para fazer a testagem e investigaram seus casos em minúcias.

Das 50 pessoas, oito, ou cerca de 15%, tinham vírus infecciosos, com potencial de transmissão, após 14 dias. Algumas por mais de 40 dias. Os cientistas descobriram isso porque conseguiram isolar os vírus das amostras e viram que ele se replicava normalmente em culturas de células.

“Uma das coisas que investigamos é a segurança de voltar ao trabalho após três dias do desaparecimento dos sintomas. Se o vírus se multiplica, é porque ele infecta”, diz Luciana Costa.

Os pesquisadores da UFRJ agora pesquisam se as 42 pessoas que não tiveram vírus capazes de se multiplicar desenvolveram os chamados anticorpos neutralizantes, os únicos capazes de destruir o coronavírus. A questão é que esses testes são demorados e artesanais. Não podem ser realizados em grande escala.

“Por isso, consideramos que profissionais de saúde só devem retornar ao trabalho após negativarem em exames moleculares de PCR. E para a população, em geral, a segurança só virá com uma vacina. Antes disso, é máscara e distanciamento social “, frisa Costa.

A história da Paciente Nº 3 revela uma faceta importante dos mecanismos que mantêm viva a pandemia. Ela foi testada em março, ao procurar o posto da UFRJ com sintomas. Estes permaneceram por três semanas. Assim como o coronavírus.

A mulher continuou a se testar, e a cada sete dias era colhida uma amostra. Por dois meses, ela foi ao laboratório e continuou positiva. Luciana conta que a mulher começou a ficar angustiada com a situação e ficou um tempo sem aparecer no laboratório.

Ao longo desse período, ela pode ter transmitido o vírus, e isso ainda está sendo determinado. Ela voltou a procurar o laboratório por temer estar ainda infectada. Sua suspeita foi comprovada. O vírus estava presente em suas vias aéreas superiores e ativo.

A Paciente N° 3 é um caso evidente de persistência do vírus. Ela não foi reinfectada. Essa possibilidade foi afastada porque a sequência genética do coronavírus era a mesma em todas as amostras. Ela tampouco desenvolveu anticorpos neutralizantes, mas não adoeceu de novo. Uma hipótese é que tenha sido protegida diretamente por células do sistema imunológico.

“Essa mulher viveu cinco meses com o coronavírus. O caso dela foi descoberto porque é uma profissional de saúde, mais atenta para o risco de transmissão e desde cedo participou do estudo. Mas suspeitamos que a persistência não é rara. Pode haver muita gente assim, e isso ajuda a explicar por que a circulação do coronavírus continua a se manter”, salienta Costa.

Se muita gente adoecesse, seria difícil para o vírus continuar a circular em grande escala.

“Uma das características que faz o Sars-CoV-2 perigoso é que ele circula em muita gente sem sintomas, que nem sabe que está infectada. E são essas pessoas que o levam adiante com eficiência. Os doentes são evidentes e nem saem tanto de casa. Mas os assintomáticos são a forma invisível de o coronavírus se espalhar”, frisa a Costa.

O Globo
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NOTICIA BOA: Vacina chinesa pode estar disponível no SUS em dezembro, diz Doria

Governo de São Paulo inicia testes com vacina contra o novo coronavírus – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta quarta-feira 26 que a vacina chinesa contra o novo coronavírus, chamada CoronaVac, poderá estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de dezembro. Isso vai depender de resultados positivos da terceira fase de testes e de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No entanto, nem toda a população brasileira poderia ser vacinada em dezembro já que a produção ainda seria insuficiente. A expectativa é que inicialmente sejam disponibilizadas 45 milhões de doses, enviadas pela China.

“Se tivermos esta terceira fase de testagem bem concluída no final do mês de outubro, ou no máximo até a primeira quinzena de novembro, já em dezembro deste ano teremos a vacina disponível para a imunização da população brasileira. Nesta primeira etapa teremos acesso a 45 milhões de doses”, disse Doria. “Mas com a ressalva de que precisaremos ter a aprovação dessa terceira fase de testagem e aprovação também da Anvisa”, ressaltou Doria, em entrevista coletiva hoje no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Depois, caso seja aprovada, a vacina passaria a ser produzida no país pelo Instituto Butantan, que tem capacidade atualmente de produzir 120 milhões de doses, o suficiente para vacinar 60 milhões de pessoas (já que esta vacina seria aplicada em duas doses). O Butantan busca duplicar a sua capacidade de produção. Para isso ele precisa de doações de R$ 130 milhões da iniciativa privada. Até o final de julho, o estado arrecadou R$ 96 milhões da iniciativa privada para dobrar essa capacidade de produção.

Mas o governo paulista pensa em aumentar ainda mais essa capacidade de produção do Instituto Butantan. Por isso, hoje pela manhã, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, estiveram reunidos com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello. Na reunião, eles iriam solicitar ao Ministério da Saúde o investimento de R$ 1,9 bilhão para aumentar a capacidade de produção de vacina do Butantan.

Segundo Doria, esse valor é o mesmo que o governo cedeu à Fiocruz, por meio de uma Medida Provisória, para aplicação no desenvolvimento da vacina que está sendo desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, também em fase avançada de testes. A transferência de tecnologia na formulação, envase e controle de qualidade da vacina será realizada por meio de um acordo da empresa britânica com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde.

De acordo com Doria, a reunião de hoje dos representantes do governo paulista com o ministro foi bastante positiva. “Há uma manifestação bastante proativa em relação ao Instituto Butantan e descarto qualquer expectativa negativa”, disse ele. “A CoronaVac já tem 60 milhões de doses garantidas independentemente de recursos do governo federal. Nosso objetivo, na solicitação desse recurso, é ampliar capacidade de produção da vacina e também de outras vacinas. Lembro que o Instituto Butantan produziu 100% da vacina contra a gripe disponível no SUS este ano”, disse o governador.

A CoronaVac

A CoronaVac está na fase três de testes, feita em humanos, realizada no Brasil desde julho. Ao todo, os testes com a CoronaVac estão sendo realizados em nove mil voluntários em centros de pesquisas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e do Distrito Federal. A pesquisa clínica é coordenada pelo Instituto Butantan e o custo da testagem é de R$ 85 milhões, custeados pelo governo paulista.

A CoronaVac é uma das vacinas contra o novo coronavírus em fase mais adiantada de testes, junto com a que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford. Na primeira e na segunda etapa de testes, o laboratório chinês testou o produto em cerca de mil voluntários na China. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus, inativos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. No teste, metade das pessoas receberão a vacina e metade receberá placebo, substância inócua. Os voluntários não saberão o que vão receber.

*Com informações do O Povo
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Brasil registra 2.739.035 pacientes curados da Covid-19

Foto: Dircom

O Brasil registrou neste domingo (23) mais 29.397 pacientes curados do coronavírus, totalizando 2.739.035 recuperados da Covid-19.

O registro de pessoas curadas já representa 76% do total de casos acumulados.

O número de pessoas curadas no Brasil é superior ao triplo da quantidade de casos ativos (752.004), que são os pacientes em acompanhamento médico.

No mundo, estima-se que pelo menos 13,2 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram.

Blog do BG
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RN tem 1.972 mortes pela Covid-19; Brasil ultrapassa os 101 mil óbitos

Os dados do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) deste domingo (9) apontam que o Rio Grande do Norte registrou 55.290 casos confirmados de Covid-19 e 1.972 mortes pela doença desde o início da pandemia. Foram duas mortes a mais nas últimas 24 horas.

Já o Ministério da Saúde informou que o Brasil contabilizou 572 óbitos e mais 23.010 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Com isso, segundo a Pasta, no total o País tem 101.049 mortes e 3.035.422 casos confirmados pelo coronavírus. O número é diferente do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

No entanto, de acordo com o levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL com as secretarias estaduais de Saúde, Brasil registra 101.136 mil mortes pelo novo coronavírus batemos a marca de 3.035 582 pessoas infectadas com a doença.

Foram 22.213 novos casos registrados e 593 mortes nas últimas 24 horas. Os números são mais baixos aos domingos, dado o atraso no registro de notificações aos finais de semana.

Nos últimos sete dias, a média diária de novos óbitos foi de 1.001. O balanço mais recente do Ministério da Saúde aponta que 2.118 460 pessoas se recuperaram do coronavírus em todo o País.

O Estado de São Paulo já tem mais de 25 mil mortos por covid-19. Segundo balanço da Secretaria Estadual da Saúde divulgado neste domingo, 9, os óbitos somam 25.114, sendo 98 registrados em 24 horas. O total de casos confirmados é de 627.126, com 5.395 novos registrados também em 24 horas. Aos finais de semana, por causa do atraso nas notificações, os números da pandemia costumam ser menores.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI chegaram a 58,1% na Grande São Paulo e 59,8% no Estado. Há pacientes 12.739 internados com a doença ou suspeita dele, sendo 7.275 em leitos de enfermaria e 5.464 em unidades de terapia intensiva. O Brasil é o segundo país com mais mortes e casos de covid-19 no mundo. Só perde para os Estados Unidos, que somam 162.851 mortes e 5.036.387 casos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia. E se manteve mesmo após a manutenção dos registros governamentais.

Agora RN
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Mundo ultrapassa 18 milhões de casos de Covid-19, diz universidade

Barreira sanitária tenta conter a expansão do novo coronavírus em Belo Horizonte; profissionais da saúde aferem temperatura de passageiros no transporte público

O mundo ultrapassou, na noite deste domingo (2), a marca de 18 milhões de casos confirmados do novo coronavírus. A contagem é feita pela universidade americana Johns Hopkins, que atualiza painel em tempo real com números da pandemia.

Às 23h50 (horário de Brasília) deste domingo, o painel da universidade americana informava que o planeta já registrou 18.017.556 infectados. No mesmo horário, eram contabilizadas 687.930 mortes pela Covid-19 em todo o planeta, desde o início dos registros.

Os Estados Unidos são o país atualmente com mais casos confirmados (4,6 milhões) e óbitos (154,8 mil) relacionados ao novo vírus Sars-CoV-2, que causa a Covid-19. O Brasil é o segundo país do mundo mais atingido em números absolutos, com 2,7 milhões de casos confirmados e 94,1 mil mortes.

Na sequência, entre os dez países com mais casos, aparecem Índia (1,7 milhão); Rússia (849,2 mil); África do Sul (511,4 mil); México (439 mil); Peru (422,1 mil); Chile (359,7 mil), Irã (309,4 mil) e Reino Unido (306,3 mil).

Entre os países com mais mortes, aparecem, além de Estados Unidos e Brasil: México (47,7 mil); Reino Unido (46,2 mil); Índia (37,3 mil); Itália (35,1 mil); França (30,2 mil); Espanha (28,4 mil); Peru (19,4 mil) e Irã (17,1 mil). A universidade registra, ainda, 10.649.108 pessoas recuperadas do novo vírus – 2.062.876 delas no Brasil.

Os números compilados pela Johns Hopkins são atualizados várias vezes no mesmo dia. Segundo a universidade, os dados vêm de fontes como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades de saúde de diferentes países.

Contágio em aceleração

Os dados da Johns Hopkins mostram uma contínua escalada no registro de novos casos de pessoas infectadas pelo vírus, considerando a contagem global.

A OMS têm noticiado recordes seguidos de casos diários e, no momento, há focos de aceleração da doença em todo o mundo, mesmo em regiões que conseguiram reduzir consideravelmente o pico de contágio, como a Europa e áreas da Ásia, onde já se fala na possibilidade de uma “segunda onda”. Os primeiros casos de Covid-19 foram reportados na China entre o fim de 2019 e o começo de 2020.

O primeiro milhão de casos no mundo foi registrado pelo painel da Johns Hopkins em 2 de abril – portanto, mais de três meses após o início dos registros. Depois disso, porém, o crescimento se acentuou e o segundo milhão foi contabilizado já no dia 15 de abril. No mesmo mês, no dia 27, foi reportado o terceiro milhão de infectados.

Em maio, foram outras três marcas expressivas: 4 milhões de casos no dia 9, 5 milhões no dia 21 daquele mês e 6 milhões no dia 30. O mundo passou de 7 milhões de casos de Covid-19 no dia 7 de junho e a marca de 8 milhões veio no dia 15. Uma semana depois, no dia 22, já eram 9 milhões de infectados e a barreira dos 10 milhões de casos foi rompida 6 dias depois, no dia 28 de junho.

O mês de julho viu o número de infectados passar de 11 milhões no dia 4. Quatro dias depois, no dia 8, a John Hopkins já contava 12 milhões de casos. No dia 13 de julho, o planeta rompeu a marca de 13 milhões de casos. Os 14 milhões de infectados foram confirmados no dia 17 e a contagem de 15 milhões foi registrada no dia 22 do mesmo mês.

Ainda no mês de julho, a contagem avançou para 16 milhões no dia 26 e cerca de quatro dias depois, na última quinta-feira (30), chegou a 17 milhões. Logo no início de agosto, nesta segunda (3), o total já subiu para 18 milhões de casos confirmados desde o inicio da pandemia.

CNN Brasil

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