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Brumadinho

Em Brumadinho, buscas estão suspensas devido à chuva forte que atinge a cidade hoje

O início das buscas está suspenso devido à chuva forte que atinge a cidade de Brumadinho desde a madrugada desta segunda-feira (4). Segundo o tenente-coronel Anderson Passos, há risco para os bombeiros na principal área de buscas, chamada de zona quente, porque a perspectiva é de que o rejeito remanescente na barragem do acidente possa se desprender e se deslocar até o trecho de ação das equipes. As aeronaves usadas na operação também não puderam levantar voo.

G1
Brumadinho

Buscas em Brumadinho ainda não têm data para acabar, dizem bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informou hoje (1º) que não há como prever uma data de encerramento das buscas por vítimas na região de Brumadinho (MG), onde a barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, se rompeu, no dia 25 de janeiro.

“A gente ainda tem que fazer um planejamento, de vários dias. A perspectiva é que, ao longo do tempo, com a lama se estabilizando, a gente vá mudando as técnicas operacionais e, a partir daí, a gente tenha um panorama. Hoje, é impossível cravar uma data final das operações. Infelizmente, não”, afirmou em coletiva de imprensa o chefe da equipe, coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho.

De acordo com o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, as equipes dividiram a área vasculhada em 45 quadrantes para facilitar a distribuição de tarefas. O militar explicou que têm chegado às mãos da organização vídeos que não têm relação com o desastre mas que são divulgados como se registrassem resgates de vítimas da ocorrência, o que tem atrapalhado a orientação dos trabalhos.

“Muitos vídeos veiculados são fake news, notícia falsa. Episódios que aconteceram em outros países e situações de salvamento que também são veiculados de maneira maliciosa. Isso acaba se tornando uma grande crueldade com os familiares das vítimas, gerando uma expectativa, uma angústia maior ainda”, disse.

Ao todo, em oito dias de buscas, foram localizados 110 mortos, dos quais 71 foram identificadas por exames realizados pela Polícia Civil.

Além disso, 238 pessoas permanecem desaparecidas e seis pessoas foram hospitalizadas. Das pessoas resgatadas, 108 estão desabrigadas.

Medidas
Diversas diligências têm sido estabelecidas pelas autoridades governamentais e pela mineradora, após o incidente, que provocou, inclusive, o adiamento do início do período letivo das escolas do município, que abrangem cerca de 6 mil alunos.

Entre as deliberações está, por exemplo, a emissão, da parte do Ministério Público Federal (MPF), de três recomendações favoráveis à cessação de licenças ambientais para barragens que utilizem o método de alteamento de montante, como é o caso do reservatório 1 da Mina Córrego do Feijão e da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Os documentos foram endereçados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), órgãos que ficam responsáveis por expedir essa autorização, sem a qual obras de expressivo impacto ambiental não podem funcionar.

Conforme o MPF explicou em nota, o alteamento de montante é um método proibido em alguns países, como no Chile. Tal sistema permite que o dique inicial seja ampliado para cima quando a barragem fica cheia, e o próprio rejeito do processo de beneficiamento do minério acaba sendo usado como fundação da barreira de contenção.

Além disso, parlamentares da esfera federal têm se mobilizado para reforçar a supervisão de estruturas. A comissão externa da Câmara dos Deputados, composta por 15 membros, confirmou que irá a Brumadinho na próxima quarta-feira (6). Chegando lá, participará de reuniões com bombeiros, defesa civil, Ministério Público e gabinete de crise instalados na cidade, para averiguar as circunstâncias que a população local tem enfrentado.

Vale
A Justiça já bloqueou R$ 11,8 bilhões de contas da Vale. Da quantia, R$ 800 milhões serão reservados para assegurar pagamentos e indenizações trabalhistas, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com o órgão, recaem também sobre a mineradora obrigações como arcar com custos de sepultamento e a manutenção de pagamentos de salários a trabalhadores vivos e familiares de mortos e desaparecidos, a entrega de documentos considerados fundamentais para a instrução do inquérito e a apuração das condições de segurança na mina.

A mineradora decidiu doar R$ 80 milhões para Brumadinho, como forma de compensar a perda de arrecadação com o rompimento da barragem de rejetos. O montante deve ser repassado à prefeitura no decurso de dois anos.

Além disso, a multinacional anunciou, na última terça-feira (29), que fechará dez barragens semelhantes à que foi afetada, todas localizadas em Minas Gerais.

Agência Brasil
Brumadinho

Em Brumadinho, igreja se transforma em lavanderia para higienizar fardas de bombeiros

Desde a tragédia causada pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão há uma semana, em Brumadinho (MG), uma igreja evangélica foi transformada em lavanderia coletiva.

No local, 20 voluntárias se revezam 24 horas para garantir que os uniformes dos bombeiros que atuam nas operações de buscas em meio à lama provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos fiquem limpos, higienizados e passados.

Técnica em vestuário, Laura Miranda Baggio, de 57 anos, viajou seis horas de Monte Sião (MG) para Brumadinho exclusivamente para trabalhar na lavanderia. Ela contou que o maior desafio não está na lavagem ou higienização das fardas, mas em lidar com as emoções.

“A parte mais difícil é ficar aqui trabalhando, pensando na dor das pessoas que perderam seus entes queridos”, afirmou Laura Baggio. “Volto [para casa] com a sensação do dever cumprido. Mas o coração ficará aqui.”

De acordo com as voluntárias, são lavadas 200 peças de roupa por dia, incluindo a higienização com formol. Depois, são passadas e embaladas individualmente em sacos plásticos. Os soldados recebem ainda um bilhete carinhoso e uma barrinha de cereal.

A dona de casa Maria Águida dos Santos Coelho saiu de Belo Horizonte para Brumadinho determinada a ajudar como voluntária. “[Fico feliz em saber que os bombeiros] vão receber uma roupa limpa depois de passarem o dia trabalhando”, disse.

Marilda Augusta Ferreira Santos, dona de casa, viajou uma hora e meia do distrito de Barreiro de Cima para Brumadinho, trabalha na lavanderia e também com a distribuição de cestas básicas. Segundo ela, o fato de estar ali é a recompensa pelo que acredita. “Eu amo fazer isso aí: estar servindo aos outros.”

Até o momento, foram contabilizados 110 mortos na tragédia ocorrida na última sexta-feira (25), dos quais 71 foram identificadas por exames realizados pela Polícia Civil. Há ainda 238 pessoas desaparecidas.

Agência Brasil
Brumadinho

Vídeo mostra invasão de lama após rompimento de barragem em Minas Gerais; assista

Imagens de uma câmera de segurança que estava em um guindaste ao lado da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, que se rompeu em Brumadinho, na sexta-feira, 25, mostram o momento em que a lama começa a se espalhar. As imagens foram obtidas e divulgadas pelo canal BandNews.

No início do vídeo, é possível ver a formação de um paredão de poeira e, em seguida, uma onda de lama avançando. Veículos que estavam na área tentam fugir do local, que é totalmente tomado pelo rejeito de minério de ferro. O desastre ocorreu às 12h29, segundo o horário exibido nas imagens.

O material atingiu a área administrativa da empresa, a comunidade da Vila Ferteco e a pousada Nova Estância. Até a manhã desta sexta-feira, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a tragédia deixou 110 mortos – 71 deles identificados – e 238 desaparecidos.

Nesta sexta, os bombeiros prestaram uma homenagem às vítimas. O helicóptero Arcanjo lançou flores doadas pela população sobre a região do desastre.

Agora RN
Brumadinho

Brumadinho, uma cidade inteira de luto

A 57 quilômetros de Belo Horizonte, Brumadinho se tornou referência na região por causa da empresa Vale e da proximidade com o Museu do Inhotim, mas desde o desastre há uma semana, quando a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, a cidade vive em clima de luto e tristeza. As pessoas caminham sem sorrir nem conversar em voz alta, há enterros todos os dias, parte do comércio fechou as portas e até bares e restaurantes se impuseram luto.

Com pouco mais de 36 mil moradores, Brumadinho é a típica cidade do interior de Minas Gerais: praça onde todos se reúnem, bares com música ao vivo e a igreja, ponto de encontro da maioria. Com a tragédia que matou 110 pessoas e deixou 238 desaparecidas, de acordo com o último balanço, todos têm um parente ou amigo entre as vítimas.

A esperança que dominou as pessoas, nos primeiros dias de resgate, cedeu lugar à angústia e ao desânimo. É comum encontrar pessoas que afirmam que querem apenas dar um sepultamento digno para uma vítima ainda desaparecida. No desespero, há quem se aventure pela lama e na mata em busca do parente ou amigo desaparecido, o que é condenado pela Defesa Civil e pelos bombeiros.

Heróis invisíveis

Nas ruas, o único assunto desde o dia 25 é o desastre. Em meio à tristeza que predomina na cidade, surgem heróis invisíveis que estão em todos os lugares. Mulheres de várias idades se uniram e montaram uma lavanderia coletiva. Nela, lavam as roupas dos bombeiros que estão acampados no município para ajudar nas operações de resgate.

Em outro local, voluntários se revezam para tomar conta e brincar com crianças cujos pais estão envolvidos nas buscas ou entre os desaparecidos. Também há grupos de apoio aos militares e civis que atuam diretamente nas ações.

Preocupações

A preocupação da maioria dos moradores se concentra no bairro rural Córrego do Feijão, próximo à barragem. Lá, a comunidade é dependente da Vale e foi duramente atingida pela tragédia. Com a lama por todos os lados, a imagem é desoladora.

Nas pousadas da região, chegam curiosos todos os dias. Pessoas que querem ver de perto a área do desastre e acompanhar os trabalhos de buscas. O movimento ocorre na contramão da economia local, que dependia basicamente da empresa Vale e dos seus impactos.

Agência Brasil
Brumadinho

Equipes de resgate começam a fazer buscas com escavações a partir desta Sexta (01) em Brumadinhi

As buscas por vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), foram retomadas na manhã desta sexta-feira (1º). No dia em que o rompimento da barragem completa uma semana, os trabalhos vão entrar em uma nova fase.

Até agora, os corpos resgatados estavam em regiões superficiais. Agora, o trabalho das equipes de resgate dependerá de escavação. O trabalho precisará da estabilização do solo, o que deve tornar mais lenta a operação.

Até o fim da tarde de quinta-feira (31), 110 mortes foram confirmadas e 238 pessoas continuavam desaparecidas, segundo a Defesa Civil. Dos corpos resgatados até agora, 71 foram identificados. Até agora, 394 pessoas foram localizadas. O número de desalojados ou desabrigados é 108.

Na noite da quinta-feira, parentes e familiares de vítimas lotaram uma igreja na missa de sétimo dia dos mortos. A praça e a rua que ficam em frente à Igreja Matriz de São Sebastião foram tomadas de pessoas que não conseguiram entrar.

Números da tragédia

  • 110 mortos confirmados – 71 identificados
  • 238 desaparecidos
  • 192 resgatados
  • 394 localizados
  • 108 desalojados ou desabrigados
G1
Brumadinho

Sobe para 110 número de mortos em Brumadinho; 71 foram identificados

A Defesa Civil de Minas Gerais informou hoje (31) que aumentou o número de mortos no desastre da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. Pelo último balanço, são 110 mortos, 238 desaparecidos e 394 identificados. Dos mortos, 71 foram identificados por exames realizados pela Polícia Civil. Também há 108 desabrigados e seis pessoas hospitalizadas.

A Polícia Civil toma depoimentos de sobreviventes e coleta amostras de DNA. Segundo a Polícia Civil, foi coletado material de 210 pessoas que representam 108 famílias. Os trabalhos vão prosseguir.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Arlen Bahia, dos 71 corpos, 60 já foram identificados e entregues aos familiares. Os outros 11 estão no Instituto Médico Legal (IML) aguardando a liberação por parte dos familiares.

“Ainda está sendo possível, em determinados casos, realizar a identificação pelas impressões digitais, mas daqui para frente, com a decomposição dos corpos a identificação será pela arcada dentária ou pelo DNA, disse.

O delegado disse ainda que a delegacia de Brumadinho funcionará 24h para atender familiares e receber ocorrências. Também está sendo providenciada uma equipe para atuar na expedição das identidades de parentes de familiares vitimados pelo rompimento da barragem.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Tenente Pedro Aihara, disse que os corpos encontrados hoje estavam na área do refeitório da Vale e na área adjacente à barragem. Segundo Aihara, a operação entrará em uma fase mais difícil, porque os corpos localizados estavam em áreas superficiais. O resgate das vítimas agora demandará mais escavações.

“Nesse momento, a gente entra em uma fase um pouco difícil, considerando que os corpos que estavam em locais mais superficiais já foram localizados. Agora as atividades demandam escavação e outras técnicas para recuperar alguns segmentos de corpos, com isso o número de corpos aumentará, mas velocidade de descoberta dos corpos vai avançar mais lentamente”, disse.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, mais de 360 militares atuam na área com apoio de 15 aeronaves e 21 cães farejadores. Ontem (30), chegou uma equipe de Santa Catarina e uma aeronave do Espírito Santo. Há, ainda, 66 voluntários, que atuam entre área seca e a inundada. Estes voluntários são pessoas com qualificação técnica.

Aihara disse que, em razão da chuva na tarde de hoje, a situação da lama voltou a ficar instável. Na tarde desta quinta-feira, em razão de uma forte chuva, as buscas chegaram a ser suspensas, mas foram retomadas por volta das 18h.

De acordo com o tenente, a barragem VI está estável, sem risco de rompimento. Mas, em razão da previsão de chuvas para esta noite, ela será monitorada. “Continuaremos o trabalho a partir das 4h da manhã”, disse.

Água

O coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais, Tenente Coronel Flávio Godinho, voltou a afirmar que não vai ocorrer o desabastecimento de água na região. “A entrega continua normalmente, a única ressalva são as pessoas que fazem a captação de água autônoma no rio Paraopeba. Essas pessoas não podem consumir essa água”, disse.

De acordo com Godinho, na tarde de hoje, ficou definido que 50 caminhões pipas, cada um com 20 mil litros de água potável, farão a entrega de água para essas pessoas. A medida vai atender as pessoas que estão na a jusante do rio Paraopeba até a cidade de Pará de Minas.

Por conta da qualidade da água, que apresenta resíduos de metais acima do limite permitido para consumo humano e animal, a captação de água no Rio Paraopeba pelas cidades de Paraopeba e Caetanópolis está suspensa, mas, de acordo com Godinho, não existe a possibilidade dessas duas cidades ficarem sem o abastecimento de água.

“O sistema de Paraopeba que é o que pode causar alguma atenção especial, a captação nele foi momentaneamente suspensa. Para suprir a necessidade, a água está sendo captada no rio do Cedro e em alguns poços artesianos. Essa água tem o acompanhamento de diversos órgãos para medir a qualidade da água”, afirmou.

Agência Brasil
Brumadinho » Rio Grande do Norte

Voluntários, bombeiros civis do RN seguem para Brumadinho

Voluntários, bombeiros civis do RN vão seguir para Brumadinho, MG, com duas viaturas e uma ambulância — Foto: Ivanúcia Lopes/Inter TV Costa Branca

Um grupo de bombeiros civis voluntários formado por potiguares e um cearense seguirá viagem nesta quinta-feira (31) para Minas Gerais, com objetivo de ajudar as vítimas da tragédia em Brumadinho. Parte do grupo vai sair de Mossoró no início da noite e encontrar o restante da equipe em Parnamirim, na região metropolitana de Natal, para percorrer 2.300 quilômetros de estrada.

A missão envolve 11 voluntários, todos bombeiros civis com experiência. Eles vão pegar estrada em duas viaturas e uma ambulância, levando esquipamentos que podem ajudar no trabalho de resgate, além de comida e água.

Contando com as paradas para descanso, a equipe calcula que vai chegar a Brumadinho no domingo, quando já será encaminhada para os locais de resgate. A previsão inicial é de que eles passarão sete dias na região.

Segundo o bombeiro civil Álvaro Magalhães, a iniciativa surgiu depois que ele entrou em contato com colegas de Minas Gerais, que estão atuando como voluntários nas buscas desde o início da operação em Brumadinho.

“Eles falaram que a situação lá era muito grave e nos prontificamos a ir para ajudar de qualquer forma. Pode ser mesmo lavando uma louça, uma roupa, até entrar nas áreas ‘mornas’ e ‘quentes’ (áreas de busca de sobrevivente), se tivermos autorização, porque todos temos formação na área”, explica.

De acordo com ele, o grupo é composto por profissionais com formação em defesa civil, curso de resgate em área de ribanceira, desastres, entre outros. Os voluntários está contando com ajuda de pessoas que contribuem com os gastos, como combustível e mantimento da equipe.

Microempreendedor, Álvaro vai deixar os negócios por alguns dias para desempenhar o papel voluntário. Outros colegas na mesma missão pediram dispensa no trabalho para seguir a Minas Gerais. “Queremos pelo menos ter a sensação de que fizemos algo. E com certeza vamos voltar de lá com uma bagagem de aprendizado e experiência. Espero que isso não aconteça novamente, mas estaremos preparados”, pontua.

G1
Brumadinho

No 7º dia após desastre, esperança diminui e número de vítimas aumenta

No sétimo dia de buscas por vítimas do desastre causado pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, as autoridades contabilizam 99 mortos e 259 desaparecidos. O número de vítimas aumenta na proporção que a esperança diminui. Bombeiros experientes relatam que há dificuldades devido ao mar de lama que tomou conta da região.

Os trabalhos de resgate começam diariamente, por volta das 4h, e vão até a noite. A barragem B6, com água, segue monitorada 24 horas, sem risco de rompimento. Um plano de contingência, entretanto, foi elaborado de forma preventiva.

Nos dois últimos dias, segundo o Corpo dos Bombeiros, as buscas se concentraram onde ficava o antigo refeitório da Vale. É realizado monitoramento na área por onde os rejeitos se espalharam, coberta a partir de grupos distribuídos em 18 pontos. Há locais em que a lama se acumula a 10 metros de profundidade.

Ontem (30), tropas enviadas de São Paulo começaram a atuar em seis pontos de monitoramento. As atividades também foram reforçadas por 58 voluntários, que ficam nas imediações e contribuem na verificação de vestígios de corpos.

Barragens

A Defesa Civil de Minas Gerais divulgou ontem um “plano de contingência” no caso de riscos relacionados às barragens da região de Brumadinho que não se romperam. Mas, de acordo com o porta-voz da corporação, tenente-coronel Flávio Godinho, a medida é preventiva, pois não há barragens com risco de rompimento.

Segundo Godinho, as demais barragens estão no nível de segurança 1. O risco aumenta quando a classificação passa para níveis superiores, como 2 ou 3. Contudo, acrescentou o porta-voz, não há situações desse tipo ainda na região.

Em nota, a Defesa Civil designou locais para os quais moradores e pessoas que estiverem na área devem se dirigir em uma situação hipotética. “A Defesa Civil divulga pontos como medida preventiva em caso de elevação do risco”, destacou o comunicado.

“As polícia Civil e Militar estão monitorando as barragens em tempo real para, em caso de mudança na situação, haja aviso por meio de sirenes para que a população possa se deslocar de forma organizada e ordeira”, afirmou Godinho.

Agência Brasil
Brumadinho

Sobe para 51 número de vítimas identificadas em tragédia de Brumadinho

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atualizou há pouco em 51 o número de vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, identificadas pelo Instituto Médico Legal (IML). O último balanço da corporação aponta 84 mortos e 276 desaparecidos, além de 391 pessoas localizadas.

De acordo com a Defesa Civil do estado, os trabalhos na região da mina do Córrego do Feijão começaram hoje, 30, por volta das 4h da manhã. A barragem B6, com água, segue monitorada 24 horas por dia, segundo o órgão, sem risco de rompimento. Um plano de contingência, entretanto, foi elaborado de forma preventiva.

Agora RN

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