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Brasil » Notícias

Igreja católica afasta padre Robson das funções religiosas; ele não poderá celebrar missas

De acordo com o decreto, padre André Ricardo assumiu o cargo de padre Robson na Basílica de Trindade

A arquidiocese de Goiânia suspendeu temporariamente o direito do padre Robson de Oliveira de realizar celebrações. Em decisão de domingo, 23, a arquidiocese definiu que o padre, que é investigado pelo Ministério Público de Goiás por supostos desvios de doações de fiéis em valores que podem superar R$ 120 milhões, está proibido de qualquer ato de ministério sacerdotal, como a absolvição de pecados e pregação, assim como “participar, realizar e protagonizar programas de televisão, rádio ou internet”. Segundo o decreto, o religioso está afastado de suas funções religiosas até janeiro de 2022.

A nota sobre a revogação foi assinada pelo Arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, e pelo chanceler Dom Levi Bonatto e tem como justificativa “a necessidade de prevenir escândalos, garantir o curso da justiça e tutelar a fé, bem como investigar as acusações realizadas contra o padre Robson de Oliveira”.

O padre já havia se afastado da reitoria do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, de Trindade (GO), e da presidência da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), entidade que recebe e administra os recursos recebidos em doação.

De acordo com o decreto, padre André Ricardo assumiu o cargo de padre Robson na Basílica de Trindade.

Em vídeo divulgado no sábado, 22, padre Robson havia manifestado o interesse em continuar com as orações transmitidas diariamente pela TV Divino Pai Eterno, o terço e a novena, logo após se afastar das atividades administrativas da igreja e da associação.

Em nota encaminhada à imprensa na noite de domingo, 23, pela assessoria, o religioso afirma que “recebe com humildade a revogação temporária do uso de ordens. Trata-se de um procedimento previsto no direito canônico” e que ele seria “o maior interessado no esclarecimento de todas as questões e na total transparência de todas as suas ações”.

Blog do Ismael Medeiros
Brasil

Redes 5G começam a chegar ao Brasil, mas conexão ficará aquém do potencial

Operadoras de telecomunicações estão dando largada à corrida pela liderança na cobertura da internet móvel de quinta geração no país

As operadoras de telecomunicações estão dando largada à corrida pela liderança na cobertura da internet móvel de quinta geração (5G) no país, com a ativação do sinal a partir deste mês nas maiores capitais. Este é um passo importante para se avançar na digitalização da sociedade, com uma conexão que promete ser cerca de dez vezes mais veloz que o 4G.

A popularização do acesso à nova tecnologia ainda vai levar de dois a três anos. Para isso se tornar realidade, é necessário acontecer o leilão de frequências da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), previsto para 2021. O leilão é visto como essencial para dar escala à nova tecnologia, uma vez que determinará as frequências específicas para o 5G. Depois disso vêm a disseminação das redes pelas operadoras e o barateamento de celulares e outros aparelhos. Um processo nada rápido.

A espanhola Telefônica, dona da Vivo, anunciou ontem que ativará o 5G em oito cidades a partir do dia 24 (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia, Curitiba e Porto Alegre). A iniciativa colocará a companhia na liderança da cobertura do 5G em número de cidades no País. A mexicana Claro (do grupo America Móvil) foi a pioneira ao ativar o sinal esta semana e, por enquanto, terá serviço só em São Paulo e Rio de Janeiro, mas com planos de chegar a mais bairros que a Vivo.

A italiana TIM fará o lançamento em setembro, porém fora das capitais. A operadora vai ativar suas primeiras redes comerciais numa escala menor, nas cidades de Bento Gonçalves (RS), Itajubá (MG) e Três Lagoas (MS). Por sua vez, a Oi, em recuperação judicial, ainda não tem data prevista para ativar o 5G. Procurada pela reportagem, a empresa informou em nota que pretende fazer isso antes do leilão da Anatel.

Popularização

As estratégias das operadoras têm em comum a adoção da tecnologia DSS (do inglês Dynamic Spectrum Sharing, ou Compartilhamento Dinâmico de Espectro). Basicamente, isso consiste em pegar emprestado para o 5G um “pedaço” das frequências hoje destinadas ao 4G.

As frequências são como “rodovias” por onde trafegam os sinais. Graças a esse remanejamento, as teles conseguiram antecipar a oferta da nova geração de internet móvel. Para o cliente das operadoras acessar a rede 5G, basta entrar numa área de cobertura e o seu celular passará automaticamente do 4G para o 5G – desde que o aparelho tenha essa capacidade.

A adoção do DSS, porém, só proporcionará ao usuário a velocidade do 5G, mas não outros benefícios da nova tecnologia, como a conexão de baixíssima latência – nome técnico dado ao tempo de resposta dos dispositivos conectados. Esse é justamente um dos pontos que o 5G promete revolucionar a sociedade, gerando novas aplicações como os aguardados carros sem motorista.

“Hoje não se pode confiar num carro autônomo, porque uma demora na resposta para frear pode representar uma colisão ou um atropelamento”, observa o consultor e ex-presidente da Anatel, Juarez Quadros. “Por isso, o leilão da Anatel continua atrativo e necessário. O DSS não resolve a questão.”

Apesar das limitações do DSS neste primeiro momento, a iniciativa das operadoras foi importante, avalia Eduardo Tude, dono da consultoria Teleco, especializada no setor. Para ele, a estreia servirá para as operadoras avaliarem a qualidade do sinal em uma escala maior do que os testes em redes fechadas.

Compatibilidade

Outro fator que inibe a popularização do 5G no curto prazo é a falta de celulares aptos a rodar a nova tecnologia. Oficialmente, há só um modelo no Brasil preparado para o 5G, que é o Motorola Edge. Lançado no início do mês, o aparelho custa R$ 5,5 mil. Lá fora, fabricantes como a Samsung e a Huawei já têm modelos 5G. Espera-se ainda que a Apple lance um iPhone com a tecnologia este ano.

“O lançamento do 5G é marcado por produtos “premium”, com preço que não é acessível inicialmente ao consumidor”, aponta o analista de mercado da IDC Brasil, Renato Meireles. Dados da consultoria apontam que o tíquete médio dos smartphones no Brasil é de R$ 1,4 mil, enquanto os celulares de ponta, com valor acima de R$ 5 mil, têm participação de apenas 8% no mercado. “É uma fatia pequena. Ainda vai levar tempo para o 5G se consolidar no mercado e o preço dos dispositivos abaixar”, prevê.

Para Tude, da Teleco, porém, a chegada da tecnologia pelas operadoras vai incentivar o desenvolvimento do mercado de dispositivos conectados ao 5G – além de smartphones, a lista pode incluir roupas, drones, aparelhos domésticos, casas e linhas industriais, entre muitos outros.

Estadão Conteúdo
Brasil

Brasil tem 1,1 milhão de armas; 8,5 mil estão no Rio Grande do Norte

Direito de andar armado na rua registrou aumento de 227% em dez anos, segundo a PF

Medidas que flexibilizaram o acesso às armas de fogo, aceleradas no governo Jair Bolsonaro, levaram a um aumento de 601%, em dez anos, na quantidade de novos armamentos em poder de cidadãos comuns. Em 2009, 8.692 novas armas foram registradas. O número saltou para 60.973 no ano passado. Em 2020, até abril, já foram 33.776.

O crescimento dos novos registros ocorreu em 26 unidades da Federação, com queda apenas no Amazonas. O levantamento, feito pelo jornal O Globo com base em dados da Polícia Federal, considerou três categorias elencadas pela PF: cidadãos, servidores (há profissões do que dão direito à requisição) e moradores de áreas rurais que têm a atividade de caça como meio de sustento.

É justamente este ofício que faz com que o Acre tenha, proporcionalmente em relação ao número de habitantes, o maior volume de armas com registro ativo na mão de pessoas físicas. Em seguida, vêm Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estado com maior número absoluto de armamentos: 78.929.

Existem hoje 1,1 milhão de armas registradas no sistema da PF, das quais 550 mil são de cidadãos. Há ainda 341 mil com órgãos públicos, como a própria PF e polícias civis.

No Rio Grande do Norte, existem 8.537 armas ativas, o que dá uma média de 243 armas para cada 100 mil habitantes. O Estado está dentro da média nacional, que é de 242,9 armas para cada 100 mil habitantes.

O armamento das Forças Armadas e das polícias militares é cadastrado em outro sistema. Já com relação ao porte, o direito de andar armado na rua, o aumento de novos registros no País foi de 227% em dez anos: foram 2.945 concessões para defesa pessoal em 2019, frente a 898 em 2009.

Agora RN
Brasil

Especialista explica nova nuvem de gafanhotos que pode chegar ao Brasil

Ilustrativa

Mais uma nuvem de gafanhotos está sendo monitorada pelo Ministério da Agricultura. Desta vez, o grupo de insetos considerados pragas por devastarem plantações, está se formando em Teniente Pico, no Paraguai, com risco provável de deslocamento para os estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná.

À CNN, o engenheiro agrônomo Sinval Silveira Neto, especialista em praga de plantas, explicou as consequências práticas que esses insetos podem trazer e disse acreditar que não se trata de uma onda tão grande quanto a primeira – que acabou não chegando ao Brasil devido à entrada de uma frente fria do sul do país.

“Por serem migrantes, as nuvens de gafanhotos têm como característica uma direção pré-estabelecida. Quando eles levantam voo em nuvens, têm sempre um alvo a ser atingido”, disse, acrescentando que “a nuvem anterior estava mais direcionada para o sul da Argentina”.

“Parece que, agora, essa direção está mais voltada para a direção sul do nosso país, o que começa a trazer um pouco mais de preocupação, mas é uma nuvem que precisa ser monitorada, como o Ministério já vem fazendo, porque, para ser controlada, precisa ser acompanhada para sabermos o ponto de pouso. Se ela está direcionada mais para a região sul do país, começa a preocupar”, acrescentou.

Silveira Neto também pontuou que as baixas temperaturas que têm sido registradas no sul do país “são boas para evitar a chegada dos gafanhotos”. “Para voar, eles precisam de uma temperatura mínima em torno de 20°C, então, quando esfria, eles cessam o voo. Com a frente fria, a chance de ataque de gafanhotos diminui bastante. Ventos muito fortes também reduzem o voo”, assegurou.

Este é o segundo grupo da pragas que ameaça plantações brasileiras neste ano. Uma outra nuvem segue na província de Corrientes, na Argentina. Técnicos do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) do país vizinho monitoram a nuvem, que se encontra a cerca de 160 km da fronteira com o Rio Grande do Sul. A equipe do Senasa conseguiu reduzir parte da população de insetos.

CNN
Brasil » Coronavírus

Brasil supera 2 milhões de casos de Covid-19; RN soma 1,5 mil mortes

Rio Grande do Norte ultrapassou a marca de 40.978 de pessoas infectadas pelo coronavírus

O Brasil superou nesta quinta-feira, 16, a marca de 2 milhões de casos confirmados do novo coronavírus. Com mais 45 403 contaminações registradas até esta quinta-feira (16), o País calcula agora 2.012.151 infectados. Os dados são do Ministério da Saúde

O Brasil havia ultrapassado a marca de 1 milhão de casos em 19 de junho. A primeira notificação no País foi feita em 26 de fevereiro.

O número de mortes em decorrência da covid-19 aumentou 1.322 nas últimas 24 horas, para o total de 76.688. Tanto em óbitos quanto em casos, o País está atrás somente dos Estados Unidos. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), 136.938 americanos perderam a vida por causa da doença e 3.483.832 foram contaminados.

A quinta-feira foi o pior dia do mês de julho, com o maior registro de óbitos em 24 horas desde 23 de junho, quando o ministério incluiu 1.374 mortes nas contas oficiais. O recorde anterior do mês tinha sido registrado na última terça-feira (14), quando 1.300 óbitos foram somados.

O governo federal informou ainda que o Brasil tem atualmente 639.135 pacientes em acompanhamento. Outros 1.296.328 casos já são considerados como casos recuperados da doença.

O Estado de São Paulo lidera o total de mortes e casos: são 19 038 óbitos e 402.048 contaminações

O Estado do Rio de Janeiro registrou 92 mortes por covid-19 e 124 novos casos da doença no período de 24 horas, segundo boletim divulgado na noite desta quinta-feira (16) pela secretaria estadual de Saúde. Até agora, 11.849 pessoas morreram em função do coronavírus no Estado do Rio, que soma 134.573 casos.

Se fosse um país, o Estado do Rio seria o 20º do mundo com mais infectados. Mais 1.181 mortes estão sendo investigadas, sob suspeita de terem sido causadas pela covid-19, e 114.351 pacientes se curaram.

Já o Rio Grande do Norte contabiliza 1.501 óbitos por Covid-19, segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) nesta quinta-feira (16). Ainda de acordo com a Sesap, o estado tem 40.978 casos confirmados da doença. O número de internações está em 651. Deste total, 332 pacientes estão em leitos críticos e 319 em leitos clínicos. A fila de regulação soma 19 pacientes, dos quais 3 esperam leitos críticos e 7 aguardam leitos clínicos.

No entanto, de acordo com a Sesap, por indisponibilidade dos sistemas de notificação do Ministério da Saúde, não foi possível a inserção das notificações de 14 e 15 de julho, sendo o incremento nos dados informados nesta quinta correspondentes aos exames laboratoriais liberados pelo LACEN-RN

Agora RN
Brasil

Brasil: Número de mortes tem queda de 2% em relação à última terça

Teste rápido: estados usam metodologia para realizar inquéritos epidemiológicos

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Brasil atingiu nesta terça-feira, 7, a marca de 1.668.589 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 66.741 óbitos em decorrência da doença. Apenas nas últimas 24 horas, foram 45.305 novos diagnósticos positivos e 1.254 mortes.
O país registrou uma redução de 2% no número de óbitos e aumento de 33,9% no de infecções em relação à última terça-feira, 30. Neste dia, o painel do governo apontava para 33.846 novos registros e 1280 novos óbitos.

A incidência de Covid-19 em todo o país é de 794 pessoas a cada 100 mil habitantes, com taxa de mortalidade de 31,8 por 100 mil habitantes. Entre os infectados, a letalidade é de 4%.

Até agora, São Paulo é o estado com mais casos registrados (332.708), seguido por Ceará (124.952) e Rio de Janeiro (124.086).

Presidente está entre os infectados

Um dos diagnósticos de coronavírus conhecidos nesta terça-feira foi o do presidente da República, Jair Bolsonaro. O político realizou exames após detectar sinais tradicionais da doença (como febre e indisposição) desde a noite de domingo. O presidente afirmou hoje que sente-se bem e que não apresenta mais os sintomas iniciais.

Pessoas com a idade de Jair Bolsonaro, que tem 65 anos, correm mais riscos de desenvolver quadros severos da Covid-19 em comparação com pacientes de idade inferior a 60 anos. O fator de risco, no entanto, não é necessariamente um sinônimo de que ele vá desenvolver complicações de saúde e é possível que o presidente passe pela infecção sem qualquer reação mais grave.

Veja
Brasil

Brasil tem 1.577.004 casos confirmados de Covid-19 e 64.265 óbitos

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde neste sábado (4)

Segundo o boletim divulgado no final da tarde deste sábado (4) pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou até o momento 1.577.004 casos de Covid-19. Destes, 64.265 casos resultaram em óbito – 1.091 registrados nas últimas 24 horas. O número de pessoas recuperadas é de 876.359.

Entre os estados, São Paulo continua com o maior número de casos até agora, 312.530; seguido pelo Ceará (120.952) e Rio de Janeiro (120.440). Em número de mortes, no entanto, o Rio de Janeiro, com 10.624, ultrapassa o Ceará, que teve 6.411 óbitos até o momento. Também nesse quesito, São Paulo registra o maior número, com 15.996 mortes.

Entre os estados com menos registros, o Mato Grosso do Sul é a área de menor incidência, com 9.910 casos e 114 mortes. Tocantins, com 12.282 casos e 215 mortes, vem em seguida.

Apesar dos números nacionais, algumas cidades estudam a volta gradual da rotina. Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas assinou os protocolos para reabertura dos setores de bares, restaurantes, estética e beleza na cidade.

No Rio de Janeiro, a reabertura de bares levou muita gente para a rua durante o primeiro dia de liberação. Ontem (03), após medidas punitivas, os estabelecimentos da cidade tomaram atitudes para diminuir as aglomerações. Já no Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha assinou decreto com o calendário de abertura de bares e escolas. O DF registra, até o momento, 55.760 casos diagnosticados e 671 mortes.

Agência Brasil
Brasil

Praga de gafanhotos leva Ministério da Agricultura a declarar estado de emergência

Nuvem de gafanhotos passa pela Argentina

A nuvem de gafanhotos que avança em direção ao Brasil levou o Ministério da Agricultura a declarar estado de emergência fitossanitária nas áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, estados que podem ser afetados pelos insetos. A portaria foi publicada no início da madrugada desta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU), assinada pela ministra Tereza Cristina Correa da Costa Dias.

PORTARIA Nº 201, DE 24 DE JUNHO DE 2020

Declara estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da praga Schistocerca cancellata nas áreas produtoras dos Estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, para implementação do plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais.

A MINISTRA DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos II e IV, da Constituição Federal, tendo em vista o disposto no Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006, na Lei nº 12.873, de 24 de outubro de 2013, no Decreto nº 8.133, de 28 de outubro de 2013, e o que consta do Processo nº 21000.040518/2020-16, resolve:

  • Art. 1º Declarar estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da praga Schistocerca cancellata nas áreas produtoras dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, para implementação do plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais.
    Parágrafo único. As diretrizes e medidas a serem adotadas serão indicadas em Ato da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
  • Art. 2º O prazo de vigência da emergência fitossanitária previsto no art. 1º será de 1 (um) ano, a contar da data de publicação desta Portaria.
  • Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
    TEREZA CRISTINA CORREA DA COSTA DIAS

O decreto 8.133 de 2013 permite a contratação de pessoal por tempo determinado e autoriza a importar temporariamente defensivos agrícolas para conter a praga.

A espécie Schistocerca cancellata é um gafanhoto da subfamília Cyrtacanthacridinae. É a principal espécie de enxame na América do Sul subtropical.

A nuvem de gafanhotos que avança pela Argentina está a 130 km em linha reta do município brasileiro de Barra do Quaraí, no oeste do Rio Grande do Sul, de acordo com o último levantamento do governo argentino. Para meteorologistas, a chegada vai depender da condição climática no Sul nos próximos dias.

O governo do Brasil já estuda o uso de mais de 400 aviões agrícolas para controle dos insetos, caso cheguem ao país.O sindicato que representa as empresas de aviação agrícola (Sindag) colocou à disposição do Ministério da Agricultura os 426 aviões pulverizadores que o Rio Grande do Sul possui.

“A aviação agrícola é considerada mundialmente uma das principais armas no combate a nuvens de gafanhotos”, disse em nota o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.

Segundo a entidade, a ferramenta é utilizada nesse tipo de operação inclusive em ações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na África.

O Brasil possui a segunda maior frota de aviação agrícola do mundo, com 2.280 aeronaves.

Alerta no Sul

O ministério pediu que a Superintendências Federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que realizem o monitoramento das lavouras e orientem os agricultores, principalmente os do Rio Grande do Sul, a adotarem eventuais medidas de controle da praga, caso a nuvem chegue ao Brasil.

A Emater do Rio Grande do Sul também orientou os produtores da Fronteira Oeste do estado.

Agora RN
Brasil

Sem auxílio, 7 milhões de brasileiros cairiam na pobreza

Reversão econômica brutal atingiu principalmente os trabalhadores informais e autônomos

Sete milhões de brasileiros podem ser empurrados para a pobreza neste ano, se os mecanismos de transferência de renda emergencial adotados pelo governo não atingirem os mais vulneráveis ou forem suspensos antes de terminados os efeitos da Covid-19.

O diagnóstico é do Banco Mundial, que acaba de rever sua projeção de contração da economia do Brasil em 2020 para 8%, bem acima da queda já significativa de 5% estimada pela instituição em abril, após o agravamento inicial da pandemia.

O novo número representa uma virada de 10 pontos percentuais em relação aos 2% de crescimento esperados para o país no início deste ano.

Com o distanciamento social imposto pelo coronavírus, a reversão econômica brutal atingiu principalmente os trabalhadores informais e autônomos, trazendo consigo o risco de uma explosão da pobreza.

Pelas contas do Banco Mundial, sem as medidas de proteção implementadas pelo governo federal, o total de brasileiros pobres pode saltar de 41,8 milhões, em 2019, para 48,8 milhões (cerca de 23% da população), em 2020.

Esse cálculo considera as pessoas que vivem com menos de US$ 5,50 por dia em países de renda média alta como o Brasil, o que implica privações econômicas significativas.

Convertida por uma taxa de câmbio que leva em conta as diferenças no custo de vida entre as nações, a linha da pobreza de US$ 5,50 equivalia a uma renda mensal per capita de R$ 434 em julho de 2019.

Segundo Christoph Lakner, economista do Banco Mundial, os mecanismos existentes de apoio aos mais pobres no país –como o Bolsa Família e o auxílio-desemprego– somados aos criados emergencialmente pelo governo podem evitar que a recessão redunde em maior pobreza.

Entre as medidas recentes, ele cita a criação da transferência de R$ 600 para adultos que se declararam atingidos pela crise e o programa que complementa a renda de funcionários cujas empresas reduziram seus salários para evitar demissões.

Mas o economista destaca que a efetividade dessas medidas –especialmente o auxílio aos informais– dependerá tanto da qualidade de sua implementação quanto de sua duração.

“Com interrupções mais longas do nível de emprego, o impacto sobre trabalhadores de baixa renda informais e contas-própria se torna mais severo”, afirma Lakner.

O especialista ressalta que, ao reagir rapidamente, o governo brasileiro optou por evitar “erros de exclusão”, preferindo chegar a mais brasileiros do que o necessário e garantir, com isso, que os mais vulneráveis não ficassem de fora.

Segundo ele, isso é compreensível em situações que exigem que governos ajam em resposta a uma queda severa e repentina da renda nacional.

A dúvida agora é sobre o futuro, já que os efeitos recessivos da crise se prolongarão além dos três meses iniciais previstos como duração de algumas medidas.

O governo já anunciou que estuda estender o pagamento do auxílio emergencial por mais meses, cortando, porém, o valor do benefício.

Para Naercio Menezes, pesquisador do Insper, o ideal seria, no entanto, manter os R$ 600, mas refinar a identificação dos necessitados, reduzindo o número de beneficiários.

“As ferramentas desenvolvidas para cadastrar novos beneficiários nessa crise podem servir para melhorar o foco da assistência social tanto agora quanto no futuro”, diz o economista.

Um estudo feito em abril por Menezes e Bruno Komatsu –também economista do Insper– indicava trajetórias esperadas para a pobreza segundo diferentes hipóteses sobre a magnitude e a extensão da renda emergencial.

Eles concluíram que, se o benefício de R$ 600 atingisse 32 milhões de brasileiros mais vulneráveis, não apenas evitaria um aumento da pobreza como garantiria uma queda substancial desse indicador enquanto fosse mantido.

“Muitos pobres no Brasil vivem com menos de R$ 600 por mês”, diz Menezes.

A ajuda foi paga, até agora, a mais de 50 milhões de adultos. Isso significa, segundo o economista, que seu escopo pode ter ido além do necessário.

Ele concorda com Lakner que, dada a brutalidade e a rapidez da crise, é compreensível a reação inicial do governo. Mas ressalta que é hora de planejar melhor os próximos passos.

No mundo, cerca de 70 milhões podem ir para pobreza extrema.

Uma preocupação grande de especialistas em pobreza e desigualdade é a enorme fatia de trabalhadores que depende de renda informal –e, portanto, incerta– em países como o Brasil.

Uma pesquisa recente feita pela Plano CDE, consultoria especializada em projetos sociais e políticas públicas, mostra que 70% das famílias brasileiras que vivem com menos de R$ 3.135 por mês têm renda 100% variável. Ou seja, dependem totalmente de ciclos econômicos favoráveis para conseguir comprar comida e pagar suas contas.

“Nesse grupo, estão as famílias já cobertas pela assistência social e as que foram incluídas agora no programa emergencial, cujo teto é uma renda de R$ 3.100”, diz o antropólogo Maurício Prado, diretor-executivo da Plano CDE.

Enquanto o benefício emergencial durar, essas famílias não cairão na pobreza. Mas, quando ele for suspenso, essa realidade pode mudar rapidamente, levando o risco de aumento da privação econômica, calculado pelo Banco Mundial, a se materializar.

“Se suspendermos o auxílio emergencial enquanto o impacto negativo da crise persistir, muitas pessoas cairão na pobreza no mês seguinte”, afirma Menezes.

Prado ressalta que outro grupo que merece atenção é o de famílias com renda entre R$ 3.135 e R$ 6.000 por mês, já que quase metade delas também é dependente de rendimentos totalmente variáveis.

“O risco de pobreza repentina entre essas famílias é menor, mas elas estão sujeitas a outros perigos como o endividamento excessivo”, afirma o antropólogo.

Na pesquisa que a consultoria fez em abril, antes de os benefícios emergenciais entrarem em vigor, a fatia de famílias que declarou ter aumentado dívidas por causa da crise foi de 36% e 47%, respectivamente, nas classes C e DE.

O levantamento mostrou ainda que, sem assistência social, é alto o número de brasileiros que conta com o socorro de vizinhos e familiares em momentos de crise como o atual.

Essa rede informal de apoio tem gerado cenas comoventes em partes da América Latina, onde a infraestrutura de ajuda governamental tem falhado, mesmo com a criação de benefícios emergenciais.

Em áreas pobres de países como El Salvador, Bolívia, Guatemala e Equador, famílias passaram a estender panos brancos fora de suas casas para indicar que estão prestes a ficar sem comida.

O sinal virou uma espécie de código nessas comunidades, ao alertar vizinhos, que se mobilizam para deixar alimentos em frente a essas residências. Em alguns países, até as autoridades locais têm baseado suas ações no movimento das “banderas blancas”.

Pelos cálculos mais recentes do Banco Mundial, a crise do Covid-19 poderá adicionar 70 milhões de pessoas às cerca de 632 milhões que sobreviviam na pobreza extrema –com menos de US$ 1,90 por dia– em 2019.

Segundo a instituição, a queda de 5,2% esperada para o PIB global neste ano vai configurar a pior recessão enfrentada pela humanidade em oito décadas.

Até agora, de acordo com Lakner, 190 países e territórios adotaram novas medidas ou adaptaram políticas existentes em consequência da Covid-19, atingindo cerca de 12% da população global.

Segundo ele, o quanto mais eficazes essas respostas na identificação das pessoas mais necessitadas menor será o aumento da pobreza em decorrência do coronavírus.

Cálculos de Lakner e outros economistas da instituição mostram que cada 1% de redução na desigualdade de renda diminui em 20% o impacto da pandemia sobre a pobreza.

Ele ressalta que, em países como o Brasil, onde a população informal mais sensível às características da recessão atual é muito grande, medidas com esse foco são ainda mais importantes. “As transferências terão um papel crítico na pandemia”, diz o economista.

Folha de S. Paulo
Brasil

75% dos shoppings brasileiros já estão reabertos

O Brasil já tem 434 shoppings reabertos, o equivalente a 75% do total, em 157 municípios.
Os dados são da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce).

Em São Paulo, são 62 municípios com 170 shoppings reabertos.

No total, 17 shoppings em sete municípios reabriram e fecharam novamente.

No Sudeste, são 247 shoppings reabertos, sendo 170 em São Paulo, 51 no Rio de Janeiro, 17 em Minas Gerais e 9 no Espírito Santo.

Na Região Sul, são 91, sendo 32 no Rio Grande do Sul, 24 em Santa Catarina e 35 no Paraná.

No Centro-Oeste, são 43. O Distrito Federal tem 20, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, seis cada, e Goiás, 11.

No Nordeste, Bahia tem 7, Ceará, 15, Maranhão, 10 e Pernambuco, 2.

Na Região Norte, o Amazonas tem 10 shoppings reabertos, o Pará tem 7 e o Tocantins tem 2.

Época

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